quinta-feira, 16 de julho de 2009

Carta Aberta, dirigida a Todos os Militantes do Núcleo de Paranhos do PPD/PSD

Caro(a)s Amigo(a)s, Caros Companheiro(a)s,


Antes de mais bem hajam.

Leva-me a dirigir a todos os militantes do Núcleo de Paranhos do PPD/PSD a necessidade de os informar que, por exclusiva vontade da actual Comissão Política do Núcleo, não continuarei na Assembleia de Freguesia de Paranhos no próximo mandato autárquico.

Integrei durante os últimos 4 anos a bancada do PPD/PSD na Assembleia de Freguesia, julgo, com o respeito e a responsabilidade política que o lugar sempre me merece, em defesa de Paranhos, dos Paranhenses e do PPD/PSD.

Na passada semana, foi-me comunicado pelo Presidente da Comissão Política do Núcleo de Paranhos, o Dr. Pedro Sampaio, que “desta vez, o Núcleo de Paranhos não conta comigo” e que a minha não inclusão “se deve a divergências de opinião em relação à Câmara, à Junta, ao Núcleo e ao Partido”.

Nem tudo mentira, nem tudo verdade.

É importante que se saiba que o que esteve, de facto, na base da divergência da Comissão Política para comigo, foi, primeiro, eu ter apoiado o Dr. Luis Filipe Menezes nas eleições directas de Setembro de 2007 (a Comissão Política do Núcleo apoiou o Dr. Marques Mendes), e, depois, eu ter integrado a lista encabeçada pelo Dr. Luis Artur às eleições concelhias do PSD Porto (membros da Comissão Política faziam parte da lista encabeçada pelo Deputado Sérgio Vieira).

Julgo ainda importante saberem que tomei estas posições de forma individual e em livre consciência, como penso, aliás, que devem ser tomadas todas as posições políticas. Assim defendo a condição de militante livre, não sujeito às vontades e aos interesses das “estruturas” do Partido.

E a partir daqui, nada foi como dantes.
Por entender que a minha presença não era mais “oportuna” e por não estar disposto a mais condicionar a minha liberdade de opinião e expressão, demiti-me da Comissão Política. Para trás, com algum orgulho e sem qualquer arrependimento, deixei muito trabalho e esforço que, seguramente, contribuíram para o crescimento e para a dinamização do nosso Núcleo.

Não deixei, contudo, de ser um militante activo.
Participei em todos os plenários do Núcleo de Paranhos com a minha opinião, fomentei com vários militantes a criação e o desenvolvimento do interventivo Blog “Pensar Paranhos”, organizei duas visitas à freguesia (a última das quais acompanhada da Comissão Política e executivo da Junta) e participei como co-organizador em vários fóruns de debate político livre, no âmbito do Grupo “Porto Laranja”.

Porque pensei às vezes diferente, porque fiz propostas para a freguesia, porque deixei de ser um seguidor para passar a ser um interventor, sou excluído da lista à próxima Assembleia de Freguesia. Como outros, pelos mesmos motivos, o são.

Concluo, com lamento, que o PSD Paranhos não vai unido às eleições, excluindo do combate externo “aqueles” que internamente e no exercício livre e democrático, pensam por vezes de maneira diferente.

Este esclarecimento, porém, queiram acreditar, não se trata de uma resposta política carregada de quaisquer ressentimentos pessoais, mas antes, e acima de tudo, de um agradecimento especial a todos os que, partilhando dos mesmos valores de tolerância e liberdade individual que defendo, me têm demonstrado toda a solidariedade, pessoal e política.


Como alguém já o disse, também vos garanto, “andarei por aí”.


A todos Vós, um Forte Abraço,
Luis Proença


Paranhos, Porto, 16 de Julho de 2009

21 comentários:

Luis Artur disse...

Assim Não.
Os combates externos têm de contar com todos.
O PSD deve ser exemplarmente democrático no seu interior, para o poder ser para o exterior.
Esperemos para vêr as restantes listas...
Será que 30% do partido é excluído do combate externo, só porque se atreve a pensar livremente?
Veremos!

Luis Artur disse...

E já agora, será que a Mesa da Assembleia de Secção do PSD Porto, está a pensar cumprir os Estatutos do PSD e convocar a Assembleia de Secção, para cumprimento da alínea f) do artigo 50º? " Dar parecer sobre as candidaturas aos orgãos das autarquias locais..."

Anónimo disse...

Caro Luís

Como tiveste a amabilidade de referir o meu nome na carta que enviaste aos militantes e que desde já te agradeço, gostaria de confirmar o seguinte:
1- É verdade que não contamos contigo pelos motivos referidos. Como é lógico, ninguém de bom senso admitiria pertencer a uma lista tendo visões tão diferentes do Partido no seu todo. Como te conhecemos, admitimos que tens esse bom senso!
2- Não vamos perder grande tempo com respostas e contra-respostas. A hora é de trabalho no terreno e de preparar, com ponderação e justiça, todas as questões eleitorais e não de fazer política à mesa dos restaurantes,
3- És, como todos nós, 1 entre 750 militantes do Núcleo, com os mesmos deveres e direitos. Nem mais, nem menos.
4-Em política, o "EU" deve ser substituído por "NÓS"!
5- Como sabes, a tua participação na lista oposta à nossa para a Concelhia, não está totalmente contada...Mas terei todo o prazer em o fazer quando mo solicitarem.
6- Não se deve confundir "liberdade individual" com deslealdade.
7- Como estarás recordado, em Outubro passado (mais concretamente a 20 de Outubro) perguntei-te se irias ser candidato ao Núcleo. Disseste-me que não, pois nunca concorrerias contra mim e que apoiavas a minha candidatura! Disse-te que o deverias fazer por uma questão de coerência Em que ficamos? Somos ou não Democratas? Estamos no caminho certo ou estamos no caminho errado? Temos ou não liberdade para escolher? E quem discorda não teria a obrigação de se ter candidatado em Novembro passado com um projecto legitimamente diferente? Nem quero pensar que não tenhas concorrido ao Núcleo com receio de perder...
8- Como sabes, tenho grande gosto pela Cultura e pela leitura em particular e ocorreu-me as seguintes sextilhas de António Aleixo:

«O PIPI VÊ-SE ELEGANTE,
NÃO SE JULGA IGNORANTE,
DÁ UM SOM ESQUISITO À VOZ...
E DEPOIS OLHA PRÁ GENTE
COM UM CERTO AR INTELIGENTE
DE QUEM É MAIS DO QUE NÓS»

«QUANDDO UM PIPI TE FALAR,
REPARA NO SEU OLHAR...
VERÁS QUE COM TANTO BRIO,
O QUE É MORAL IGNORA;
TUDO O QUE TEM, TEM POR FORA;
POR DENTRO É OCO, VAZIO...»

9- Como de certeza, em nome da liberdade de expressão, me darás o direito ao contraditório, não apagarás este comentário.
10- Como compreenderás isto não é nada pessoal...é o fervor da política. Não nos deve tirar o sono.
Um abraço!
pedro sampaio
presidente do Núcleo de Paranhos do PSD

Anónimo disse...

É muito curiosa a observação de Proença pois revela um ego sem medida, ou pensaria que com 1 projecto diverso do da direcção faria parte da equipa? Mas pensa que tem lugar cativo? Ou que é uma espécie de barão com direito sucessório? Isto só pode ser uma birra, pois como é sabido, Proença quase não meteu os pés na Assembleia Municipal e quando compareceu, refiro-me à última, votou em sentido contrário ao PSD, PS e PCP, sobre uma matéria da Assembleia anterior à qual ele nem sequer meteu lá os pés. Esclarecedor! Por outro lado o seu raciocínio enferma dum vício: se queria esse protagonismo directivo, deveria ter-se candidatado e se ganhasse colocaria em marcha o seu projecto. Sem votos não há liderança, quem vence escolhe a sua equipa, não há lugares cativos ou reservados aos lordes do regime! Foi uma excelente renovação, com pessoas capazes, trabalhadoras e que não vegetam da política nem vivem da mesma! Ninguém jamais cortou, ou toldou, ou reteve a palavra a Proença&Associados, essa noção de falta de liberdade é imprecisa e não se compadece com a realidade objectiva! Em Paranhos não há gente subalterna, mas com razão crítica e sem mordaças impostas pelo "patronato"!

Saudações sociais-democratas.

Assina: Horta Ozório.

Anónimo disse...

Carta Aberta, dirigida a Todos os Militantes do Núcleo PSD de Paranhos em resposta a Carta Aberta de Luís Proença.

Caro Luís Proença,

Foi com indignação, revolta e intriga que li as suas palavras em carta aberta.

Confesso que em cada frase que lia, via falsidade e mentira.

Mas eu conheço-o bem!

Não é, caro Luís?

Preocupa-me é quem não o conheça.

Preocupa-me é que alguém leia as suas palavras e as veja como algo de Verdade e/ou algo de Altruísmo.

Para esses que me preocupam dedico estas palavras.

"Ou se vive 'para' a política ou se vive 'da' política." Max Weber

O Projecto Político do Núcleo de Paranhos é um Projecto que 'Vive para A Política', Boas Políticas para com todos e em prol de um Bem Comum.

O seu Projecto Político, caro Luís, é um Projecto de Política Pessoal.Em prol, única e exclusivamente, dos seus interesses pessoais.

Portanto, dada esta incompatibilidade de Projectos o Sr.º Luís Proença não integrou a lista de Paranhos!

E se chama ao sentido de instigação de intriga e desunião através da mentira e engano de militância activa está enganado, meu caro.

E para bem da Política, desta Política que falo, não da sua Política própria,caro Luís esperemos que ANDE POR AÍ!

PORQUE AQUI, Luís, gostamos de fazer Política para as pessoas e pensamos sempre no Bem Comum.

E como para bom entendedor meia palavra basta remeto-me.

Atenciosamente,
Pedro Serrão

Anónimo disse...

Por falar em falta de Liberdade, tentei comentar o mesmo texto em http://pensarparanhos.blogspot.com/, curiosamente, embora tenha sido feito antes do que coloquei aqui a desmontar a argumentação egótica de Proença, deve ter sido alvo de censura, pois ainda não lá está. O conteúdo é semelhante ao que aqui coloquei. Tenho de aplaudir Luís Artur, pois pelo que vi, ao contrário de Proença, não faz reserva de nenhum comentário, pelo inverso, deixa o discurso de cada um fluir em liberdade!

Saudações sociais-democratas

Assina: Horta Ozório

Luís disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luís disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luís disse...

Há na carta de Proença um acicate notório que namora o preto e branco. As mudanças ferozes passeiam risos desdenhosos pelo arco-íris, "para onde vais?". Com o passar dos anos e da vida, habituei-me a traçar uma linha na areia - quando a ambivalência alagadiça de alguém a atravessa, agitando águas pantanosas, mas lhe sobrevive e se instala na rotura com o passado - não a salpico de sombra! -. Pouco importa se não estás na lista; vive o momento com humildade democrática e ponto final!

Saudações sociais-democratas.

Assina: Luís Gonçalves.

Anónimo disse...

ESCLARECIMENTO QUANTO À DÚVIDA DO Dr. LUÍS ARTUR SOBRE O CUMPRIMENTO DOS ESTATUTOS - alínea f), artº 50º
"Dar parecer sobre candidatura às eleições autárquicas"

Num misto de preocupação e incredulidade, vi o apelo à "legalidade" do Dr. Luís Artur, acima expresso, pelo suposto incumprimento dos estatutos pela Mesa da Assembleia Concelhia, remetendo óbviamente este pressuposto para a C.P. Concelhia (os malandros...), no que concerne à alínea f), artº 50º.
Preocupação, porque pensei então que no pasado dia 6 de Março tinha tido uma alucinação e julgava ter estado num Plenário Concelhio onde "isto" constava do ponto 3 da OT. Confesso que por breves momentos duvidei da minha sanidade mental, ou então andaria trocar os medicamentos...
Incredulidade, porque fui ver o POVO LIVRE de 25.02.09 e lá estava: Plenário Concelhio, dia 6 de Março, Auditório da JF Paranhos e no ponto 3: "DAR PARECER SOBRE OS ORGÃOS DAS AUTARQUIAS LOCAIS"
Bom...depois lembrei-me. Enquanto a CPC do PSD/Porto, a Mesa do Plenário e os Militantes - AS BASES, tantas vezes invocadas por livres pensadores- discutiam esta e mais duas questões, num debate sério, honesto, participado e profícuo, o Dr. Luís Artur e outros "dedicados" companheiros discutiam política, tranquilamente numa das mesas de Jantar do antigo Hotel Castor...!Não é que tinha mesmo acontecido o Plenário??
Que bom é não ter responsabilidades!Que bom é poder criticar o Partido entre um croquete ou um rissolinho e o café no fim da sobremesa!Numa reunião onde tantas ideias terão surgido, a ideia que poderia (talvez...) ser importante e adequado estar no Plenário, foi remetida à sua minúscula dimensão...
Depois, claro, quando as críticas têm por fundamento outros objectivos que não o confronto de ideias, corre-se o risco de se dizerem alguns dislates!
Resumindo, os "malandros" da Concelhia, as tenebrosas figuras do "aparelho", cumpriram os estatutos com a conivência do Presidente da Mesa da Assembleia. Não há direito!
Pedro Sampaio
1º Vice-Presidente da CPC do PSD/Porto.

Anónimo disse...

Ponto 1:
Subscrevo o comentário e resposta do Pedro Sampaio.
Ponto 2:
O Plenário de Militantes do PSD já reuniu, em Março, para dar parecer sobre as Candidaturas Autárquicas, tendo aprovado um Projecto de Resolução apresentado pela Comissão Política.
Ponto 3:
A Comissão Política Concelhia irá tomar decisões sobre Listas à Autarquia, mediante sugestões dos Núcleos. Não sobre "Tendências" ou o que quer que seja.
O PSD não é o PS, e não estou a ver nenhum Manuel Alegre por aí..
Acho que este comentário é devido.
Não faltarão oportunidades para que, em primeiro lugar, em setembro o PSD do Porto se possa pronunciar sobre o Programa Eleitoral a apresentar, segundo, em Outubro, após Eleições reunir para fazer uma reflexão interna.
Eu, ao contrário de eventuais boatos que possam ser criados, estarei nos dois.
Lá nos veremos.
Saudações Sociais Democratas.
Sérgio Vieira

Anónimo disse...

Quem faz um caminho contra o rumo actual (contra Rui Rio!) espera fazer parte das listas? Que ideia surreal. Tudo criticam, nada está bem e, depois, querem fazer parte do projecto autárquico... Esse Proença lá de Paranhos é o cumulo. Uma verdadeira anedota...
Sejam coerentes com a postura que assumem...
Já agora pergunto, vão votar no PSD?
VIVA A LIBERDADE DEMCRÁTICA QUE EXISTE NO PSD/PORTO!

António Ribeiro

Filipe Canedo e Sá disse...

Cara(o)s companheira(o)s,

Não irei, obviamente, comentar acusações pessoais e descontextualizadas que foram proferidas, e que nada contribuem para o debate político, livre e construtivo, de ideias para o melhor desenvolvimento da nossa sociedade.

Pretendo apenas salientar o motivo pelo qual, todos nós, aceitámos ser militantes do PPD/PSD.

O nosso Partido distingue-se dos demais pelos seus valores de defesa das condições essenciais para a liberdade do nosso País e, sobretudo, de cada um de nós. São estes valores, para além dos princípios democráticos de justiça, de paz e de igualdade de direitos, o pluralismo de ideias e compreensão política.

Não posso aceitar, enquanto militante de base, que existam estruturas do nosso Partido que desrespeitem esse princípio elementar de pluralismo, desprovendo dos seus círculos constituintes todos aqueles que, enquanto indivíduos livres mas cooperantes, discordam ou discordaram dos rumos e decisões tomadas, em democracia e pela maioria dessa estrutura.

Ainda que seja inquestionável a legitimidade do Núcleo e do candidato à Junta de Freguesia para constituírem a lista à Assembleia de Freguesia de acordo com os critérios que julguem convenientes para a execução dos seus objectivos e propostas políticas, não posso deixar de lamentar que, aparentemente, esses critérios se baseiem na faculdade do "seguidismo", em detrimento das qualidades e capacidades políticas e intelectuais de cada um.

Porém e não obstante, quando decididas as listas e redigidos os Programas Eleitorais, poderei concordar ou discordar, mas irei sempre desejar o melhor resultado do PPD/PSD nas eleições autárquicas e legislativas, tudo fazendo para que esse objectivo seja alcançado.

Com os melhores cumprimentos e votos de felicidades pessoais e políticas,
Filipe Canedo e Sá

Anónimo disse...

Canedo fala de Liberdade e esquece-se, por conveniência ou não, que no Blog Pensar Paranhos há comentários que não foram considerados, porque são contrários a esta polémica carta Proença. Isso é um péssimo exemplo de democracia, essa alforria não existe na sua plenitude. Por outro lado, o contexto é claro, a equipa de Proença não quis ir a eleições; se as divergências eram assim tão fracturantes e profundas, ao ponto de votarem contra o PSD, numa votação que até o PS e o PCP outorgaram a favor, por que é que não concorreram? Medo de perder? Quem vence tem o exclusivo de como administrar o seu critério de selecção e não são os oposicionistas de pendor projéctil e com ideias diversas daquilo que é o modo de pensar da direcção que as irão de modo consciente ou inconsciente definir. Ou estariam à espera da passadeira vermelha para Proença e aos seus acólitos poderem calcá-la?! Basta de pensamento cristalizado, dirigido ao umbigo, ao estilo absolutista, de sucessão, não se reconhece em nenhum dos condiscípulos em causa direito sucessório. Isto é um partido não um monarquia. Mas era só o que faltava! Espírito de reconhecimento pelas opções de quem num dado momento histórico dirige e humildade política por quem tendo cavadas divergências nem sequer concorre é uma algo que seria de esperar todavia, pelo manifesto, verifica-se o inverso. E por fim, quem assim glosa reflecte que está mais à procura de lugares ou de manutenção das pequenas coutadas do que noutra coisa qualquer, ou não sentiria o ímpeto voraz de fazer uma redacção auto-justificativa e demolidora para quem tem a legalidade estatuária para escolher os seu colaboradores.
Uma saudação penetrante nas mentes (a)críticas.

Diogo Castro e Mendonça

Luis Correia disse...

Caros Sociais Democratas

Antes de esboçar o meu pensamento quero salientar que sou amigo do Luís Proença, conheço bem o seu pensamento político, verdadeiramente Social Democrata, pelo que nem sequer comento alguns comentários odiosos aqui proferidos.

O nosso partido distingue-se dos restantes porque existe uma verdadeira liberdade de expressão, não seguimos a política do seguidismo, do unanimismo. Nós falamos dos problemas e por esse facto temos diferentes pontos de vista.

Os silêncios que advêm dos unanimismos são demasiado perturbadores.

Confesso que fico preocupado, como militante do PPD-PSD e como Paranhense, que se afaste uma pessoa com valor, inteligência e trabalho demonstrado em prol da freguesia. Onde está a cultura Social Democrata? É hora de acabar com estes arrufos, porque todos seremos poucos nas duas frentes políticas que se seguem, Autárquicas e Legislativas.

Cumprimentos a todos os Companheiros Sociais Democratas
Luís Correia

Anónimo disse...

A oportunidade da carta Proença é irreal, por desfasada de sentido auto-critico! Sabendo ele que se auto-exilou, que não esteve com o núcleo na sua linha matriz de pensamento ao divergir com a intensidade que vincou, sabendo ainda que em democracia quem ganha eleições tem o direito e a obrigação de escolher quem muito bem quiser, por que raio este sujeito se queixa em carta aberta? Mas ainda não percebeu que se estava mal só tinha de se lançar e ver se ganharia ou perderia as eleições? Ou queria um estatuto especial para si acima da turba laranja? Bastaria o seu nome e presença, e todos lhe prestariam vassalagem? Ou não terá a chefia o direito às suas lícitas escolhas? Terá este elemento o monopólio vitalício a ser candidato? Qualquer pessoa com um palmo de testa percebe que aqui há um ressentimento que precisou de ser exorcizado mas a politica não é campo para a psicanálise. Aqui trabalha-se, com humildade democrática, em prol do bem da população, não dos interesses pessoais ou colectivos de alguém ou dum grupo que estando desfavorável com as epístolas programáticas da gerência não teve a prumada e a constância assertiva de ir a votos. Sem dúvida que o ego de alguns sobrepuja a escala de qualquer comensuração que tenha por parâmetro o bom senso!
Cumprimentos a todos de todas as tendências.
Assina: Edemir Carvalho.

Anónimo disse...

Os adjectivos: pasmo, espanto, estranheza, estupefacção, surpresa e entorpecimento são pouco para se descrever a obstinação, a relutância, a teimosia, a pertinácia e a perrice à tentativa de impor o seu nome para a lista. Mas é surrealista! Desde quando uma direcção não tem a capacidade legal, ética e moral para fazer as selecções que muito bem lhe der na guinche? Desde quando alguém que não está com o mesmo protótipo de argumento pode-se impor a uma superintendência escolhida pelos militantes? É quem não foi a sufrágio que dita o que deve ser feito? Que parca e exígua noção de democratismo! O que mais fermenta, referve, estimula, excita, fomenta e leveda a argumentação de Proença é sua não selecção para um cargo, não fala de políticas concretas, não argumenta com urbanidades objectivas, apenas centra o seu discurso no “eu”. Curiosa enunciação que em vez de examinar propostas briga por lugares… Cá por mim fico elucidado será que ainda haverá quem tenha mais alguma dúvida?
Respeitosos cumprimentos.
Renato Carvalho Brito.

Anónimo disse...

Se fosse o Proença nem sequer balbuciava mais nada, pois se o indivíduo queria fazer um trajecto autónomo, só tinha, em tempo oportuno de concorrer, e não ficar na expectativa que o poder lhe caísse no colo, isso contraria o próprio atalho que ele de vontade própria e em consciência aviou. A dita carta, revela, falta de nobreza por experimentar um espírito submisso, isto é, desde que lhe fosse dado estrado e caçarola estaria tudo azul, como isso não aconteceu berra, sabe-se lá a quem, desconsolado e com a cabeça encoberta de noções ambíguas e que não se comovem com a realidade dos factos. Cada um com os seus magnates, mas este tiro no pé, desmanchou este personagem. O próprio texto do Serrão diz tudo, ele sabe do que fala, anda nisto há muito para enxergar e espoletar uma resposta que remete o Proença ao seu conveniente lugar, ao reduzi-lo à sua (in)significância.
Cumprimentos alaranjados,
Gomes Guilherme

Anónimo disse...

Há militantes que vivem isolados e não desamparados, acham que são o óptimo e que tudo deve circuitar em torno do seu eu, sem partilharem mais nada. Alguns já o confeccionaram, com ou sem papéis ajustados. As análises destes passeiam, com assiduidade, à volta da seguinte reflexão - "venha quem vier, faça o que fizer, diga o que disser, terei sempre lugar cativo!" Ao “escutá-los”, é impensável não considerar que alongaram - ou simplesmente desvendaram? - uma genuína "claustrofobia" a quem não lhes presta tributo, reclamam extensão psicológica, isto é, reforços positivos em permanência, e isso traduz-se em cargos que lhes assoberbam o ego. Quando esta alarga entre os seus discípulos com a mesma crença, o consenso torna-se espontâneo e conduz a uma existência repartida por palmadas nas costas. Todavia, se há uma direcção que com toda a validade democrática mas com posições divergentes das suas - sobretudo quando não pertencem ao mesmo barbante de raciocínio, sendo obrigação e virtude dos dirigentes definirem e não se acantonarem para agradar a quem vive com as espingardas apontadas para o alvo desacertado, - aí as complicações emergem, é como um declarar alérgico em que coabitar com a tomada de decisão torna-se muito pontiagudo. O padecimento agudiza-se quando a discrepância se estende à hipótese de não terem mais lugares marcados em lado nenhum. Aí o ímpeto de domínio é pungido e as resistências volvem-se públicas e manifestas. Alias o sobra da película todos já conhecem…
Um abraço laranja,
Simão Sousa Martins.

Inês Mendonça disse...

Caros companheiros,

Tive a oportunidade de ir acompanhando os vários comentários que seguiram o envio, e respectiva publicação online, da carta do Luis Proença.

Parece-me a mim, que o que se tratava de uma carta aos militantes do núcleo de Paranhos, com intuito de os informar da sua saída da Assembleia de Freguesia, o motivo da mesma, e as suas pretensões de continuar na militância activa, foi interpretada por cada um da forma que mais lhe conveio!

Depois de ver todos os ataques feitos, gostaria de dar a minha opinião sobre um assunto a meus olhos muito importante para toda esta situação, que é a “liberdade de expressão”.

A liberdade de expressão é com certeza uma das conquistas mais importantes do 25 de Abril de 74, com certeza muitos militantes do PSD e Paranhenses participaram nesta conquista, eu não participei, mas felizmente fez parte da minha educação e faço os possíveis para que seja respeitada em meu redor. Assim entendo, que todos têm direito a essa liberdade, todos devem poder livremente expressar as suas opiniões. E a meu ver, o facto de pertencermos a um partido, não nos impede de termos ideias próprias, o partido tem os seus princípios e são esses princípios que nos levam a integrar um partido, e nos princípios do PSD tem o seguinte: “O pluralismo das ideias e correntes políticas, cuja garantia de livre expressão constitui pressuposto indispensável ao gozo dos direitos e liberdades fundamentais de todo o cidadão”. É de militantes livres e com opiniões que o partido precisa. Sem deixar de seguir os valores do PSD, é possível fazer-se politica livre.

Vamos deixar que, como o Luis Proença tomou a liberdade de escrever uma carta a expor a sua situação, e como ele outros tomaram a liberdade de lhe responder, assim continue, mas sem ofensas, Senhores. Pois deixaria de se chamar liberdade para se chamar outra coisa…

Acrescento ainda que como muitos saberão, entrei para a militância do PSD pela mão do Luis Proença, e fi-lo não por se tratar de um amigo, mas por acreditar no PSD. Gostaria de continuar de ver os militantes do PSD a usar a liberdade de expressão em prol de um partido livre, e digo “Não” a um partido de seguidismo onde existe uma opinião e todos concordam como “ que por obrigação…”.


Inês Mendonça

Andre Ferreira disse...

Caros Companheiros

Nestes últimos dias de verão quente para Paranhos tenho visto muito disparate.

É neste panorama agressivo e cheio de ressentimento que chega a roçar o patético com graçolas de mau nível, sem fundamento e de completa mentira, que me lembrei de uma história popular em relação ás tais graçolas – “Espelho meu, espelho meu ,existe alguém mais belo do que eu?” em que a Rainha Má se preocupava com a beleza dos outros e queria destruir as potenciais ameaças. Ela que achava que, por imposição e vaidade, só ela seria bela !

Como amante do futebol e do desporto automóvel sempre tive no meu preferido, aquele que nem sempre ia á frente nem sempre ganhava as corridas, mas antes, pela maneira de conduzir ou por se tratar do clube da minha terra. O que o Luís Proença disse - e houve quem não ouvisse ou não quisesse ouvir - foi que tomou certas opções por convicção porque acreditava noutro líder para o Partido (nacional) e para a Concelhia. Foi o “ai meu Deus”!

E para os que escreveram disparates, se o Luís Proença se preocupasse com o “Eu” em vez do “Nós” ainda fazia parte das listas e dos lugares de cadeirão. Bastava-lhe ter um sorriso amarelo, dizer YES a tudo o que era discutido ou imposto e fazer parte da lista dos seguidores. Aposto que agora fazia parte da outra lista, a mesma de que ficou de fora.

Nós, Paranhenses, não temos que apoiar o carro que vai á frente só porque daí vamos ter benefícios pessoais mesmo contra as nossas convicções. Nós, Paranhenses, não temos que dizer amém a todos os bispos do partido para ir para aqui ou para acolá. Nós, Paranhenses, temos vontade própria que pode ser coincidente com a institucional do núcleo ou não! Nós no PPD/PSD não somos Estalinistas nem Fascistas! Nós somos Sociais Democratas! Nós podemos divergir mas rumar para o mesmo Porto, para um Porto de Ideias!

Espero o mesmo fervor para as batalhas que aí se avizinham mas sem descer de nível como aquele Sr. que era Ministro e se portou mal.

Saudações Sociais Democratas

André Ferreira