Bem-Vindo

No seguimento das últimas eleições para os orgãos de Secção do PSD do Porto, deixamos claro que que o projecto de valores e princípios que defendemos é para continuar, como forma de intervenção activa, quer no seio do PSD, quer na Sociedade Portuense em geral.

Pretendemos intervir no seio do PSD, mas também fazer e propiciar reflexões sobre a vivência do PSD Porto, da Sociedade Portuense, e de toda uma Região, como um contributo válido de participação e debate.

Queremos debater com os sociais democratas e os cidadãos em geral, a vivência e os projectos que queremos para o PSD, e sobretudo para o Porto e para a Região.

Porto Laranja, não será uma facção ou sensibilidade, mas será sempre um espaço livre, de intervenção, reflexão e de afirmação de valores e ideias. Este Blog, será uma das formas priveligiadas de comunicação que encontramos, pelo que além dos textos que publicaremos, esperamos a participação de Todos os que nos dão o prazer de nos visitarem, e que contribuam com textos próprios, nomeadamente temáticos, com opiniões, reflexões, criticas e sujestões.

Vamos Todos fazer deste Blog, um espaço de debate, de confronto de ideias, pelo PSD, pelo Porto e pela Região.

Luis Artur

quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

PSD. Que Congresso, Que Partido?

Estamos, ora, na expectativa das próximas decisões, dos próximos factos, das horas e dias seguintes, que por certo e em definitivo ditarão o futuro do Nosso Partido, o PPD/PSD.


Valerá a pena Discutir o Passado.

Aos quase ininterruptos quinze anos de governação socialista, o Partido Social Democrata respondeu quase sempre com programas de oposição e quase nunca com programas de governo. Procurou quase sempre ser do “contra” e para isso foi inventando fundamentação avulsa, sem desígnios nem convicção própria.

Ao contrário do suposto, o Partido afastou-se dos Portugueses, suas necessidades e expectativas. Ao invés de um ideal Partido de Sociedade, moderno e progressista, procurou, mesmo na oposição, ser quase sempre um Partido de Estado, Sulista e Elitista. Quase sempre liberal na economia e conservador nos costumes, foi esquecendo os valores da Social Democracia e da tolerância e respeito pelo Homem, que dele fizeram, em bons tempos, o maior e mais português Partido de Portugal.


É oportuno Falar do Presente.

Mergulhado numa imensa crise de valores, princípios e indefinição ideológica, sucede-lhe naturalmente uma profunda crise de liderança, personificada naqueles que ao longo destes anos tudo fizeram para que aqui chegássemos, sem rumo nem estratégia de poder.

Mas o Partido não se fechou só aos Portugueses. Fechou-se também aos militantes. Esvaziou-se o espaço de debate e as sedes fecham-se hoje em pequenos grupos de amigos ou de grandes interesses. Atingimos o ponto crítico em que os novos militantes não sabem porque entram mas os antigos sabem bem porque saem (uns na forma, muitos em espírito).

E porque, mais do que o PSD, importa a Social Democracia e, mais do que esta, importa Portugal, a inexistência do actual PPD/PSD revela-se dramática pela falta de alternativa a um Governo Socialista, primeiro e último responsável por transformar o pântano num enorme potencial holocausto económico e social.


É urgente Construir o Futuro.

O futuro constrói-se com a eleição imediata de uma nova liderança para o PPD/PSD, que transporte os seus valores fundacionais para um novo tempo, actual e moderno.

Exige-se uma liderança que seja capaz de ouvir e perceber o país real, que se identifique com os Portugueses e que lhes devolva verdadeiramente a confiança, assente numa proposta de bem-estar e melhor qualidade de vida – politicas de crescimento económico, de promoção do emprego, de combate à pobreza e às extremas desigualdades sociais, de melhor saúde e educação, melhor justiça, de defesa do ambiente e de garantia da segurança pública; políticas que introduzam a eficiência na administração pública. Exige-se uma liderança que defenda a Regionalização.

É urgente que o Partido dê internamente o exemplo daquilo que é capaz de ser para o País. E este será um Partido de Bases, para quem a realidade se sobrepõe à ficção das elites.

Perante a recusa da Direcção Nacional em marcar eleições directas, levanta-se a voz dos militantes que, ao subscreverem o anunciado Congresso, aceleram a mudança e garantem o futuro do Partido. Este será pois um Congresso das Bases e servirá, no mínimo, para agendar as próximas eleições directas, condição imprescindível ao funcionamento democrático do PPD/PSD.


Luis Proença

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Entrevista à Antena 1


quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Santo Natal e Excelente 2010

Porto Laranja

Em nome do Porto Laranja, desejo a todos, e respectivas famílias, votos de um Santo Natal e que 2010, seja um ano repleto de sucessos pessoais.

Em 2010, retomaremos as nossas actividades, mais diversificadas que as deste ano, mas com a intensidade, de quem acredita na força das ideias, e que a intervenção cívica e politica, deve ser feita com ética e construindo um espaço de liberdade e de solidariedade. Por isso continuaremos rever-nos na célebre frase de Francisco Sá Carneiro,

" Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais - isso é a política que vale a pena: aventura lúcida da prossecução do bem comum na linha sinceramente tida como a mais adequada ao progresso dos Homens"
Francisco Sá Carneiro


Um abraço amigo,
Luis Artur

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

A Responsabilidade do PSD – Parte II

O Congresso do PSD proposto por PSL

Saúdo com entusiasmo a ideia do companheiro Pedro Santana Lopes em propor a realização de um Congresso extraordinário do PSD para se discutir o partido.
Se não existirem tentações para ajustes de contas fora da história a intenção é justa e muito importante.

O Porto Laranja já tinha defendido esta ideia quando publicou um texto intitulado “ A responsabilidade do PSD” onde se dizia, de um modo claro, que a seguir às eleições legislativas só existia uma certeza – o PSD tinha de mudar de vida.

Pedro Santana Lopes colocou o dedo na ferida e disse: “O Rei vai nú” . Ontem, no Público, Eurico de Melo e Fernando Alberto Ribeiro da Silva escreveram a mesma coisa.

Não se diga que isto é uma situação inédita na vida do Partido. Quem não se lembra dos sucessivos Conselhos Nacionais no tempo de Balsemão ou o artigo de Cavaco Silva e Eurico de Melo no “Tempo”?

Discutir politicas internamente é um devem moral de todos os militantes do PSD. Não ficaremos em casa ou encostados aos lugares do aparelho de Estado, que o Partido proporciona, à espera que isto – PORTUGAL - vá apodrecer. O código genético do Partido não é esse.

Antes das eleições, para a Distrital do Porto, escrevi uma carta ao nosso companheiro Marco António Costa alertando para a necessidade deste debate.
Depois, nas eleições para a Concelhia do Porto o Luis Artur salientou o mesmo assunto.

Os dados estão lançados. Vamos fazer esta discussão e eleger um novo líder para que Portugal possa acreditar no PSD e nas suas politicas diferentes e alternativas para Governar.

È isso que os portugueses aguardam de nós. Saibamos ser dignos das suas expectativas.

Até lá o Eng.º Sócrates vai fazendo a guerra ao Presidente Cavaco. É uma atitude que o país não compreende nem aceita. Será que Sócrates vai ser o candidato presidencial a Belém do Partido Socialista?

A ver vamos…………

António Tavares

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Comunicado

PORTO LARANJA APOIA MARCAÇÃO DE UM CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO PSD

Militantes do PSD do Porto, que têm sido a alternativa na estrutura da concelhia do PSD – Porto e que, mantém uma tendência que se vem assumindo como oposição organizada à actual Comissão Política, assumiram o apoio à realização de um congresso extraordinário do PSD.

Para que o PSD se possa constituir como uma verdadeira alternativa de governo, urge que se faça uma profunda discussão interna, que passe pela análise da adequação e, se necessário, da reformulação das propostas do partido para inverter o declínio do País. Não é hora de imobilismos, Portugal precisa de atitudes claras e a renovação terá de passar pelo retorno do PSD, à sua matriz ideológica social democrata, personalista e humanista, herdada de Francisco Sá Carneiro, com um novo discurso, novas práticas e outros protagonistas, que marquem uma ruptura com o “status quo” e uma efectiva diferenciação na vida política nacional

No entender do Porto Laranja, o dia seguinte já começou, e está na altura de o PSD mudar de vida, pelo que apoia a iniciativa do Dr. Pedro Santana Lopes do pedido de marcação do congresso nacional do PSD.


Porto, 21 de Dezembro 2009

Luís Artur Ribeiro Pereira

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Debate "A Reforma do Sistema Político. Uma Necessidade?"

Junto se publicam as fotografias do jantar debate com o Dr. Paulo Teixeira Pinto dedicado ao tema "A Reforma do Sistema Político" que decorreu no passado dia 5 de Novembro.










sábado, 28 de Novembro de 2009

A Vitória de Pirro

Acabaram as eleições para a Concelhia do PSD do Porto com a vitória muito previsível da Lista A. A expectativa era em volta do nosso resultado (30%)
Da nossa parte, como Lista R, procuramos contribuir para o debate político da maneira que sabemos. Com ideias e com vontade de fazer mais e melhor.

O resultado não nos surpreende. Surpreendente foi o resultado obtido nas eleições para a Assembleia Distrital onde se atingiu 48% do eleitorado. É certo que aqui o empenho e a procura de manipulação dos eleitores foram muito mais reduzidos.
Uma nota fica como a mais significativa destas eleições. A Lista vencedora não tinha um programa político. Bastou-lhe invocar o nome do nosso companheiro Rui Rio para ganhar. E bastou.

Aqui chegados uma reflexão urge fazer. Vou apoiar-me no artigo de Pedro Santana Lopes (PSL) no Sol (27.11.2009) intitulado “O PSD pode acabar?” e na entrevista de António Barreto ao jornal I (28.11.2009).
PSL diz “no PSD não se discutem ideias nem programas” e salientando o facto que o PSD não ultrapassa os 29% de eleitorado porque se continua a disfarçar as causas que estão na origem desta situação.

Concordo com PSL quando diz que ir já para directas é disparate.

Necessitamos de saber o que pensam as pessoas que querem liderar o PSD.

António Barreto diz mesmo que “ Portugal está à beira da irrelevância, talvez do desaparecimento”. Barreto diz com a autoridade de quem não teve medo de apoiar Sá Carneiro num outro momento difícil da vida portuguesa. Hoje a politica não é uma vocação mas antes uma carreira e Barreto define que os políticos o que querem é gente que “participe, mas que se limitem a subscrever, e passivamente. Se se quiser participação há que respeitar as pessoas, dando-lhes conhecimento, informação e manifestando respeito pelas opiniões contrárias. Participar é isso. Quando não se quer que as pessoas participem faz-se propaganda: exigindo obediência ou impassibilidade.”

Nas eleições da Concelhia do PSD do Porto aconteceram muitas coisas. A tentativa de ligar o sucesso de Rui Rio à condução politica do partido quando isso não estava em causa.

O facto de se procurar insistir numa ideia que por absurda impedia a unidade connosco.

Rui Rio vai continuar a sua existência enquanto muitos dos nossos oponentes não terão lugar a uma nota de rodapé neste caso

Existe acima de tudo uma certeza. Todos nos conhecemos o suficientemente bem para saber que, muitas vezes, o que une não são as convicções antes os interesses.

A história irá explicar o que aconteceu. Nós vamos continuar a andar por aí. Com mais força, com mais vontade e mais determinados.

Obrigado aos militantes do PSD. A Todos porque a vitória é deles. Ao participarem criaram condições para fazer desaparecer o medo. Agora é mais fácil fazer politica no PSD do Porto.

Contem connosco para o futuro.

Afinal todos sabemos o que aconteceu a seguir á vitória de Pirro.

ANTÓNIO TAVARES