quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Votos de um Santo e Feliz Natal

Em nome do Porto Laranja, desejo a todos, e respectivas famílias, votos de um Santo e Feliz Natal e que o ano de 2011, apesar das dificuldades que Portugal atravessa, possa ser ainda assim, um ano repleto de realizações e sucessos pessoais.

Faço um balanço positivo das actividades que desenvolvemos em 2010, recordando os debates que fizemos, os textos de reflexão e de estratégia política que desenvolvemos e a nossa participação em diversas realizações quer cívicas quer políticas. Sem menosprezo para qualquer outra actividade que realizamos, recordo essencialmente pelo seu significado político, o debate do nosso 2º aniversário com o Luis Filipe Menezes, o debate de grande reflexão política sobre o futuro de Portugal com o José Pedro Aguiar-Branco e o debate, de evocação da memória de Francisco Sá Carneiro, pela emoção e recordação do fundador do PSD e maior estadista português de sempre. Foi um privilégio ouvir neste debate Joaquim Sousa Patrício, Jorge Terroso, Vieira da Cunha, Moreira da Silva e outros, darem testemunhos da vida e obra de Sá Carneiro.

Uma nota também para a parceria que temos com a Associação dos Cabo-Verdianos do Norte de Portugal, e para a realização conjunta da conferência internacional que realizamos no Porto sobre a Imprensa e a Liberdade de Expressão.

Em 2011 retomaremos as nossas actividades, mais diversificadas que as deste ano, mas com a intensidade, de quem acredita na força das ideias:


- Jantares / debates;
- Debates;
- Reformulação do Blog;
- Criação de um Site Institucional;
- Edição de um novo livro do Porto D' Ideias ( que está em preparação)

Trinta anos após o desaparecimento físico de Francisco Sá Carneiro, cada vez mais nos revemos em :

"Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais - isso é a política que vale a pena: aventura lúcida da prossecução do bem comum na linha sinceramente tida como a mais adequada ao progresso dos Homens", Francisco Sá Carneiro


Um abraço amigo,

Luis Artur

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Evocação de FRANCISCO SÁ CARNEIRO


“Sei que o meu destino é morrer cedo e só concebo a vida se for vivida vertiginosamente”,

Francisco Sá Carneiro



Infelizmente, cedo de mais, viria a consubstanciar-se no dia 4 de Dezembro de 1980, o desaparecimento físico de Sá Carneiro. Camarate que é a “vergonha” da justiça portuguesa, que deixou impune, o que acredito, foi o assassinato do Primeiro-Ministro de Portugal.

Fundador e Líder histórico do PSD, detentor de um forte carisma, e que orientava a sua acção política, por convicções.

Um líder natural, que soube sempre mobilizar as consciências, que dizia o que pensava, mesmo que tal fosse politicamente incorrecto, e que tinha dentro de si a determinação e a força, de lutar pelo poder, para e sempre o colocar ao serviço das pessoas.

Foi sempre, em diversas circunstâncias, o rosto da esperança, de um povo, para quem dirigia a sua acção política. Estratega brilhante, sabia antecipar as soluções, e lutar tenazmente pelos valores que sempre defendeu.

O jantar/debate evocativo da memória de Francisco Sá Carneiro, trouxe-nos um conjunto de testemunhos, sobre a vida e a acção política do fundador do PSD.

Foi diferente, participativo, emotivo, e que prendeu a nossa atenção. O tempo passou depressa…

Além dos testemunhos, ouvir na primeira pessoa Francisco Sá Carneiro, nos vídeos projectados, trouxe-nos a emoção, a recordação e o sentir do seu carisma.

Foi um privilégio, ouvir os testemunhos de todos, mas não é todos os dias, que ouvimos Jorge Terroso, Joaquim Sousa Patrício e Vieira da Cunha, dissertarem sobre aquele que foi o maior Estadista Português de sempre – Francisco Sá Carneiro.

Foi realmente um privilégio.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Convite para Jantar Tertúlia - Evocação de Francisco Sá Carneiro


Jantar Tertúlia "Evocação de Francisco Sá Carneiro, 30 anos após o desaparecimento do fundador e ex-líder do PPD/PSD"

Data: 03 de Novembro (Quarta-Feira), 20h30
Local: Hotel Fenix

Organização Porto Laranja.
Participação livre.

As reservas para o jantar devem ser confirmadas para o email portolaranja@gmail.com até ao dia 29 de Outubro. Preço 15€.

Participe!

sábado, 25 de setembro de 2010

Jantar / Debate - Portugal e o Futuro

Uma excelente intervenção do Dr. José Pedro Aguiar-Branco, que perspectivou Portugal e o Futuro, tendo em conta valores, princípios e olhando essencialmente para o desenvolvimento económico e social, que temos de realizar. Um Portugal, à imagem de uma social democracia portuguesa, como a idealizou e praticou Francisco Sá Carneiro. Publicaremos em breve e na integra esta brilhante intervenção, bem como um resumo de todo o debate. Para já publicamos um conjunto de fotografias, que atestam mais este excelente momento cívico/politico do Porto Laranja. Luis Artur



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Convite para Jantar Debate "Portugal e o Futuro", com o Dr. José Pedro Aguiar-Branco

Jantar Debate "Portugal e o Futuro"
Convidado: Dr. José Pedro Aguiar-Branco
Data: 21 de Setembro (Terça-Feira), 20h
Local: Hotel Tuela

Organização Porto Laranja.
Participação livre.

As reservas para o jantar devem ser confirmadas para o email portolaranja@gmail.com até ao dia 17 de Setembro. Preço 15€.

Participe!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

|Conferência| A Liberdade de Expressão e a Cobertura Jornalística das próximas Eleições Cabo-verdianas - Intervenções de Luis Artur e Adriana Neves

Luis Artur


“A Prisão não são as grades e a Liberdade não é a rua;
Existem homens presos na rua e livres na prisão.
É uma questão de Consciência.”
Mahatma Gandhi


A liberdade de expressão é um princípio nuclear da democracia, o conceito mais importante das democracias modernas, uma manifestação livre das opiniões.

Restrição:

Condicionamento das Consciências e da Vontade

A Comunicação Social deve ser o 4º Poder, no sentido de uma intervenção isenta, e livre, face aos outros poderes, nomeadamente económico e político.

Mas mais do que um quarto poder, não será que os “media” não são às vezes uma espécie de um polvo que envolve praticamente toda a sociedade humana com seus longos e múltiplos tentáculos?
Um chavão que reflecte uma verdade é a frase "a liberdade de um indivíduo termina onde começa a do outro".

James Fenimore Cooper, com a sua sabedoria de indigenista, já dizia em 1838: "A imprensa, como o fogo, é um excelente criado, mas um mestre terrível”

A relação entre a política e as práticas do dia-a-dia dos jornalistas não é linear, uma vez que a criação de notícias, assenta, fundamentalmente, na ligação entre o repórter e as suas fontes sejam ou não oficiais e governamentais;

Por outro lado, a história mostra alguns casos em que tentativas de controlo da média pelo poder político não tiveram sucesso (nos EUA, o poder político não foi capaz de impedir, por ex. a oposição à guerra do Vietname e o papel da imprensa no caso Watergate).

Em Espanha, o governo de Aznar foi acusado de controlar a informação na sequência dos atentados de 11 de Março e perdeu as eleições.

Em Portugal, uma investigação de um canal de televisão privada sobre um alegado favorecimento na admissão à universidade da filha de um ministro levou à sua substituição.

A Comunicação Social deve na minha óptica apresentar o mesmo espaço a todos e permitir o acesso à informação, devendo no entanto o jornalista ter a liberdade de dizer o que pensa.

Nas democracias emergentes, como é o caso de Cabo-verde é importante que o tratamento jornalístico das matérias de propaganda política, da ética jornalística e da responsabilidade do direito de informar, se coadune com a liberdade de propaganda política e da mesma responsabilidade do exercício no quadro do Estado Democrático, tendo em conta:

- A responsabilidade de desencorajar excessos;
- As preocupações e anseios das Pessoas;
- A moderação na ânsia do furo jornalístico;
- Os interesses comerciais e financeiros.

As condições de exercício da liberdade de expressão e de imprensa são inseparáveis:

Poder Económico

Do nível de concentração da propriedade dos meios de comunicação social;
Mercado / Regulação
Havendo abuso do poder económico, pode-se dizer, que o direito que se abusa propriamente dito, é o da liberdade económica, da liberdade de iniciativa, da liberdade de concorrência;

– Penso que não se prova que as estratégias de mercado sejam sempre incompatíveis com um bom jornalismo, isto é, a lógica do mercado não é necessariamente negativa;

– Os grupos media podem condicionar as notícias para obterem grandes margens de lucro mas também podem proporcionar maiores recursos, proteger os conteúdos de pressões governamentais e de anunciantes e proporcionar melhores investimentos;

A tese mais conhecida é a de que os interesses económicos dos grupos detentores da média se sobrepõem, nas escolhas editoriais, ao interesse público.

Outras formas de interferência do poder económico podem traduzir-se:

– Na nomeação de directores da confiança dos proprietários e, através destes, da cadeia hierárquica;

– No controle da admissão de jornalistas para assegurar a orientação definida e a escolha de colunistas e outros colaboradores;

– Na definição da linha editorial segundo interesses próprios que podem ser de natureza política ou ideológica que se reflectem em primeiras páginas, títulos, agendas, etc.

– Na redução de despesas à custa da qualidade da informação;

– Na redução do espaço noticioso e no alargamento do espaço publicitário;


Das condições de trabalho dos jornalistas

As condições de trabalho dos jornalistas, podem constituir mecanismos de censura económica e de censura dos próprios, quando:

A "degradação dos direitos dos trabalhadores do sector", com a depreciação dos salários, a precariedade – Não será uma condicionante da Liberdade?

"Quem está a recibos verdes, um trabalho mal pago e, pior que isso, tem a condição de estagiário", perde a capacidade "de dizer não"; "se tiver a barriga vazia e os filhos também, é óbvio que se acomoda a muita coisa"

Dos mecanismos de financiamento da comunicação social;

A crescente ligação entre compra de publicidade e conteúdos informativos, exige a necessidade de definição de critérios para aquisição de publicidade pelo Estado, bem como deve exigir a necessária divulgação da distribuição desse investimento.
O peso da publicidade na estrutura económica e financeira dos órgãos de comunicação social será, nessa óptica, um dos indicadores mais significativos para avaliação da independência dos órgãos de comunicação social face ao poder económico e político, uma vez que são os anunciantes que sustentam a grande fatia dos custos das empresas de comunicação social.

Em Portugal, valores que atingem, nos principais diários generalistas, percentagens superiores a 60% das receitas, quando, na generalidade dos países europeus, segundo dados da World Association of Newspapers, o peso da publicidade na imprensa não ultrapassa 40% da receita.

A reduzida dimensão do mercado publicitário português e os baixos índices de leitura, podem constituir factores com consequências negativas na independência do jornalismo.

Atente-se alguns exemplos, como reflexão, do quadro de relações informais estabelecidas entre os mais elevados níveis de responsabilidade no poder económico e no poder político:

A não publicação do artigo do Mário Crespo, no JN

Alegando que o mesmo não ia de encontro à sua linha editorial e aos interesses que defende (quais serão esses interesses?!).

Pressões Accionistas e Conselhos Administração
TVI – Jornal Nacional

Em sentido contrário, quando a imprensa se assume como 4º poder:
Um dos episódios mais marcantes da liberdade de expressão foi o caso Watergate (1972-74), em que dois repórteres do "Washington Post", apoiados pelos seus editores, foram até o fim da sua investigação, desmascarando a rede de intrigas do homem mais poderoso do mundo, Richard Nixon, presidente dos Estados Unidos, e provocando a sua demissão.

O caso, Collorgate, quando Pedro, o irmão do então presidente do Brasil, denunciou à revista "Veja" todos os meandros do esquema PC, conduzindo também à demissão de Fernando Collor de Mello.

Em resumo

A liberdade traz com ela a ética e cabe ao leitor decidir. E para uma democracia jovem, mas consolidada, como a de Cabo Verde, acredito que isso é muito importante neste momento que antecede as eleições
Violência moral e ética que os jornalistas podem enfrentarem. A melhor forma de a combater é afirmando a liberdade e a isenção.

O jornalista deve resistir à manipulação. Jornalismo é liberdade, isenção, igualdade de oportunidade, ética e não manipulação ou influência. Só assim entenderei a lógica de 4º poder.

É possível compatibilizar a liberdade de expressão e o poder económico.
Cabe aos cidadãos e aos jornalistas combaterem a manipulação. É possível vender, contando aquilo que é a opinião crítica de cada um.

Nomeadamente, estes fenómenos são importantes num período de eleição e um cidadão consegue reconhecer quando não há isenção. Compete ao jornalista saber os limites.

Direi para terminar que tudo se resume ao não condicionamento das Consciências e da Vontade, e por isso termino como comecei com uma citação de liberdade:


“Amo a Liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres.
Se elas voltarem é porque as conquistei.
Se não voltarem é porque nunca as possuí.”

Bob Marley




Adriana Neves


Paralelismo Jurídico entre a Liberdade de Expressão em Portugal e em Cabo Verde


1. A liberdade de expressão, como um direito plasmado internacionalmente.

A liberdade de expressão é um dos direitos mais importantes da sociedade moderna.
Do ponto de vista jurídico internacional, a liberdade de expressão vêm plasmada como sendo um direito humano fundamental garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paralelamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a Convenção Interamericana dos Direitos Humanos ou mesmo diversos pareceres da UNESCO.

Alias uma das primeiras resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 14 de Dezembro de 1946, diz que: “ a liberdade de expressão é um direito humano fundamental e fundamento de todas as liberdades com as quais as Nações Unidas são comprometidas”. Portanto a questão que a Assembleia Geral da ONU quis colocar em 1946, e que ainda hoje é actual, é que o argumento chave em favor da liberdade de expressão é que as pessoas não podem fazer escolhas reais, em qualquer área de suas vidas, se não estiverem bem informadas, independentemente de ser da esfera politica, cultural, social ou mesmo laboral.

É ainda importante salientar a nível internacional, o trabalho da UNESCO para promover a liberdade de expressão, de imprensa, de independência e o pluralismo dos media, a democracia, a paz e a tolerância, através de acções de sensibilização e de actividades de controlo, criação de um serviço de consulta sobre legislação na área dos media e a consciencialização junto dos governos, dos parlamentares e dos decisores sobre a importância de tais princípios.
Apoiando ainda os media independentes em zona de conflito de forma a poderem desempenhar um papel activo na prevenção e na resolução dos conflitos e na transição para uma situação de paz.

2. A definição Jurídica de liberdade de expressão em Cabo Verde

A Constituição da Republica de Cabo Verde, datada do ano 1990. no seu artigo 47º define a liberdade de expressão e informação. Essencialmente o artigo 47º da Constituição da Republica de Cabo Verde menciona que todos tem liberdade de exprimir e divulgar as suas ideias. No entanto exprime, ainda, quatro pontos a salientar: primeiro que essa liberdade de expressão e informação não justifica a ofensa à honra e consideração das pessoas ou mesmo violação do seu direito à imagem, segundo que é proibida a limitação do exercício dessas liberdades, terceiro que quem incorrer nessa limitação incorre em responsabilidade civil, disciplinar e criminal e quarto é assegurado o direito de resposta e de rectificação bem como de indemnização pelos danos sofridos.

Esta definição exaustiva da liberdade de expressão como um direito constitucionalmente definido decorre de estarmos a analisar, positivamente, um país africano caracterizado por fragilidades pós-coloniais, formações pós-estado de colonos em África, diversidade linguística, cultural e étnica, falta de infra-estruturas económicas sociais adequadas e tudo isto significa uma impulsão com a demanda das exigências de transparência e liberdade de expressão, raramente visto. Ao contrario do que acontece em países como Angola ou o Zimbabue.

Não vejo, na Constituição Cabo-Verdiana, nenhum fundamento para estabelecer qualquer relação de precedência entre dois conjuntos de direitos: direitos fundamentais e direitos de personalidade. Vejo-os como direitos de igual valia, que só podem ser limitados em condições verdadeiramente excepcionais, e só as estritamente necessárias para salvaguardar outros direitos ou interesses fundamentais.
Alias nesta dualidade de direitos podemos salientar 4 pontos de vista:

- Primeiro diz não a palavra liberdade quem pensa que o direito pessoal ao bom nome, à palavra, à imagem ou à intimidade pode ser ignorado ou espezinhado.
- Segundo: diz não a liberdade de imprensa quem a entende como um direito irrestrito, não escrutinável à luz de outros direitos fundamentais.
- Terceiro: não compreende plenamente a liberdade de pensamento e opinião quem quer limitar draconianamente a esfera da informação e da opinião com base em critérios de susceptibilidade.
Quarto: faz parte da liberdade de expressão – e não de direitos pessoais distintos dela – o direito específico de resposta e rectificação. Este direito é distinto do direito à reparação por danos eventualmente sofridos, este é um direito do próprio a exprimir os seus pontos de vista e a informar o público acerca deles.
Ainda no âmbito da liberdade de expressão em Cabo Verde, não se conhece nenhum caso em que o país tenha sido condenado por violar liberdade de expressão.
3. A definição jurídica de liberdade de expressão em Portugal

A liberdade de expressão vem definida constitucionalmente no artigo 37º na Constituição da Republica Portuguesa. No mencionado artigo define-se liberdade de expressão como o direito de se exprimir e divulgar livremente. É lógico que salvaguarda a situação de que este direito não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

O artigo 37º da Constituição da Republica Portuguesa integra três níveis, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado. Tal como qualquer outro direito fundamental, a liberdade de expressão não é um valor absoluto: tem vários limites que se traduzem na convivência com outros direitos das pessoas, assim como outros valores comunitários.

Esta definição permite que a Liberdade de expressão se entenda em território nacional como informação livre, pluralista, de qualidade, eticamente responsável e deontologicamente comprometida com o exercício pleno da cidadania nas suas múltiplas dimensões. Todavia, esta matéria tem sido alvo de mutações conforme se pode verificar pelo debate politico gerado em torno da liberdade de expressão.

Quanto a dualidade de direitos fundamentais vs direitos de personalidade, a matéria diverge nos acórdãos da relação,

Ao contrario de Cabo Verde, Portugal já foi condenado pelo TEDH, por violação da liberdade de expressão. O primeiro caso é do ano 2000 e até ao ano de 2009, Portugal já foi condenado oito vezes.

4. Síntese

Os Repórteres sem Fronteiras publicam todos os anos, um ranking anual do índice de liberdade de imprensa de todos os países do Mundo. Esse índice é baseado num questionário enviado para as organizações parceiras da organização Repórteres Sem Fronteiras, para os seus correspondentes, jornalistas, juristas e activistas dos direitos humanos. O supra mencionado questionário faz perguntas sobre ataques directos aos jornalistas e meios de comunicação e sobre fontes indirectas de pressão contra a imprensa livre. Neste ranking, no ano de 2009, Portugal esta em 30º e Cabo Verde 43º

Perante este ranking e a definição jurídica de liberdade de expressão nos dois países, podemos concluir que a liberdade de expressão deve ser a direito que se reflecte numa pedra angular de qualquer democracia pois é um direito fundamental e essencial de uma sociedade democrática e uma condição primordial do seu progresso. O direito de liberdade de expressão é valido não só para as informações ou ideias acolhidas favoravelmente como inofensivas ou indiferentes, mas também para as que chocam, ferem ou causam inquietação como exigência do pluralismo, da tolerância e do espírito de abertura sem os quais não há sociedade democrática.

Direito este que deve ainda, ser assegurado pelos dois Estados do ponto de vista dos direitos e deveres constitucionais e legalmente consagrados, tais como a liberdade de informação, o direito à informação, a independência face ao poder politico e económico e o confronto de diversas correntes de opinião e fiscalizando o cumprimento dos mesmos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

GENEPSD cidadania@pt



cidadania@pt
devolver o poder aos cidadãos


22 de Julho às 21h00, em Lisboa


Caro Companheiro,

José Pedro Aguiar Branco, Presidente do GENEPSD, tem o prazer de o convidar para a conferência cidadania@pt, que decorrerá dia 22 de Julho no Auditório da Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.

A conferência conta com a presença do Presidente do Partido Social Democrata, Pedro Passos Coelho.


Oradores:

Miguel Morgado - Professor Universitário
Rui Moreira - Presidente da Associação Comercial do Porto

quinta-feira, 1 de julho de 2010

|Conferência| A Liberdade de Expressão e a Cobertura Jornalística das próximas Eleições Cabo-verdianas

Decorreu no passado dia 25 de Junho, na Universidade Portucalense, a Conferência dedicada ao tema “A Liberdade de Expressão e a Cobertura Jornalística das próximas Eleições Cabo-Verdianas”, coorganizada pelo Porto Laranja e pela Associação Caboverdiana do Norte de Portugal.

Foram intervenientes, pelo Porto Laranja, o Dr. Luis Artur, a Dra. Adriana Neves e o Dr. Paulo Morais.



Publicamos, desde já, a reportagem fotografica do evento.


































Entrevista de Adriana Neves ao "Expresso das Ilhas" (Jornal de Cabo Verde)

Diáspora: Advogada fala sobre paralelismo jurídico entre a liberdade de expressão em Portugal e em Cabo Verde

A advogada, Adriana Neves participou da Conferência sobre "A Liberdade de Expressão e a Cobertura Jornalística em Cabo Verde", que realizou no passado dia 25, no auditório da Universidade Portucalense, no Porto, numa realização da Associação de Cabo-verdianos do Norte de Portugal. Após um estudo preliminar da realidade constitucional dos dois países, a advogada optou por falar sobre o "Paralelismo Jurídico entre a Liberdade de Expressão em Portugal e em Cabo Verde".

Ao Expresso das Ilhas, Adriana Neves adiantou alguns tópicos abordados, na conferência. Segundo diz, a Constituição de Cabo Verde "é bem semelhante à de Portugal". Embora seja recente, "está mais aprofundada no que se refere à liberdade de expressão, porque ocorreram muitas mudanças nos últimos tempos e a nossa revisão de 2004 não tratou deste artigo, mas pelo que tenho conhecimento, haverá uma nova revisão este ano ou início do próximo, o que poderá trazer maior aprofundamento nesta matéria", refletiu Adriana.

Nesta base comparativa e analítica, Adriana Neves destaca quatro pontos que estarão estruturados em sua apresentação. O primeiro, diz respeito à Liberdade de Expressão, como um direito plasmado internacionalmente. "A Liberdade de Expressão é um dos direitos mais importantes da sociedade moderna. Do ponto de vista jurídico internacional, vêm plasmada como sendo um direito humano fundamental garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos", reforça.

Neste ponto, a advogada ressalta que uma das primeiras resoluções da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 14 de Dezembro de 1946, diz que: "a liberdade de expressão é um direito humano fundamental e fundamento de todas as liberdades com as quais as Nações Unidas são comprometidas". Adriana destaca que a questão que a Assembleia-Geral da ONU "quis colocar em 1946, e que ainda hoje é atual, é que o argumento chave em favor da liberdade de expressão é que as pessoas não podem fazer escolhas reais, em qualquer área de suas vidas, se não estiverem informadas, independentemente de ser da esfera política, cultural, social ou mesmo laboral".

"Paralelamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a liberdade de expressão encontra-se, ainda definida juridicamente em documentos internacionais como seja: a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a Convenção Interamericana dos Direitos Humanos ou mesmo diversos pareceres da UNESCO", explica.

Outro ponto a destacar na conferência está especificamente na definição jurídica de liberdade de expressão em Cabo Verde. De acordo com Adriana Neves, a Constituição da República de Cabo Verde, no seu artigo 47º define a liberdade de expressão e informação. "Essencialmente o artigo 47º menciona que todos tem liberdade de exprimir e divulgar as suas ideias. No entanto exprime, ainda, quatro pontos a salientar: primeiro que essa liberdade de expressão e informação não justifica a ofensa à honra e consideração das pessoas ou mesmo violação do seu direito a imagem, segundo que é proibida a limitação do exercícios dessas liberdades, terceiro que quem incorrer nessa limitação incorre em responsabilidade civil, disciplinar e criminal e quarto é assegurado o direito de resposta e de retificação, bem como de indenização pelos danos sofridos".

O terceiro ponto destaca a definição jurídica de liberdade de expressão em Portugal, que vem definida constitucionalmente no artigo 37º da CRP. "No mencionado artigo, define-se liberdade de expressão como o direito de se exprimir e divulgar livremente. É lógico que salvaguarda a situação de que este direito não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura", analisa.

Segundo a advogada, esta definição permite que a liberdade de expressão se entenda em território nacional como informação livre, pluralista, de qualidade, eticamente responsável e deontologicamente comprometida com o exercício pleno da cidadania nas suas múltiplas dimensões. "Todavia, esta matéria tem sido alvo de mutações conforme se pode verificar pelo debate político gerado em torno da liberdade de expressão pois prevê-se uma revisão ordinária da Constituição da República Portuguesa", destaca.

Em síntese, e no quarto tópico, Adriana Neves cita que os Repórteres sem Fronteiras publicam todos os anos um ranking anual do índice de liberdade de imprensa de todos os países do mundo. "Esse índice é baseado num questionário enviado para as organizações parceiras, para seus correspondentes, jornalistas, juristas e ativistas dos direitos humanos. O questionário faz perguntas sobre ataques diretos aos jornalistas e meios de comunicação e sobre fontes indiretas de pressão contra a imprensa livre. O último ranking poderá ser conhecido durante a conferência", adiantou.

Ainda de acordo com Adriana Neves, seria importante definir a liberdade de expressão e de informação no âmbito dos países da CPLP, como declarou o economista Luis Artur Ribeiro Pereira em sua entrevista, e que fosse pautada com um código deontológico, estatuto e artigo próprio que a definisse, bem com as consequências que advém da falta dessa mesma liberdade de expressão e de informação e que as mesmas incorressem em responsabilidade civil, criminal e disciplinar.

"No entanto há duas ressalvas, primeiro que é importante a liberdade de expressão, mas é necessário proteger a honra e a vida privada das pessoas e segundo, que seja assegurado o direito de resposta e mesmo uma indenização e retificação pelos danos referidos", refletiu.

Segundo a advogada, hoje em dia torna-se difícil controlar as informações que circulam, principalmente com o advento das novas tecnologias e notícias em rede, mas "é de extrema importância que os cidadãos comuns possam entender os prós e contras para ter condições de tomar decisões a nível laboral, político e mesmo pessoal, através de matérias esclarecedoras".

Mônica Delicato

Perfil:

Adriana Neves, 26 anos, natural do Porto, é licenciada pela Universidade Católica do Porto, trabalha em sua área. Possui curso de Jovem Auditora da Defesa Nacional, tirado em Lisboa no Instituto da Defesa Nacional. É colaboradora do Jornal Notícias do Douro, onde quinzenalmente apresenta artigos de opinião.

Já esteve na ilha do Sal, em turismo, e admira Cabo Verde por seu espírito democrático e pluralista.

Sobre a iniciativa da ACNP, a advogada destaca a sua importância pois percebe que a entidade está ativa pela força da união dos cabo-verdianos na defesa das suas ideias, promovendo atividades que são positivas.

MD


segunda-feira, 7 de junho de 2010

II Aniversário do Porto Laranja

Decorreu no passado dia 26 de Maio o jantar de II Aniversário do Porto Laranja.

Num fantástico serão de política, foi tema de debate "A Qualidade da Democracia, Portugal e o PSD" e orador principal o Dr. Luis Filipe Menezes.

A todos os Amigos e Companheiros agradecemos a excelente participação.

Publicamos desde já algumas fotos do evento e prometemos para breve a publicação das intervenções.



















quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ainda acreditas?

A ideia que me traz aqui esta semana e que pretendo transmitir é a seguinte: a capacidade de resistência que tem de ter um militante da JSD e do PSD para com as aventuras e desventuras da vida sócio-política partidária. Se é certo que entramos para o Partido jovens e com as ideias de luta e de necessidade de dar o nosso contributo bem acentuadas, também é com segurança que afirmo que poucos resistem ao poder da máquina sobre o militante. Desde encontros políticos onde vemos tudo desde ataques pessoais a ataques pessoais, sem sequer os intervenientes demonstrarem alguma preocupação com a vida política e pública do país até festas onde o espírito de comunidade político-partidária é reduzido, pois não é colectivo. Cada vez mais se verifica nos partidos, aquilo que se está a verificar na vida do país, ou seja, cada um luta por si, com o que pode. Não há espírito colectivo, de grupo, com ideias, para debate e avanço das mesmas, do próprio e do país. Se não fosse a Universidade de Verão, o Porto Laranja e depois o Quarta Laranja, penso que já teria sucumbido perante a máquina há muito tempo e desistido de dar o meu contributo à vida político-partidária. Por isso hoje o que me traz aqui é agradecer aos membros do Porto Laranja e do Quarta Laranja a possibilidade de me fazerem novamente acreditar naquilo em que eu já estava a perder a fé: na possibilidade de realmente fazer política de grupo e em grupo com vista ao fim do grande grupo que é a nossa cidade, a nossa região e o nosso país. Juntos somos pessoas melhores e mais fortes. O meu muito obrigada a todos.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Entrevista de Luís Artur ao "Expresso das Ilhas" (Jornal de Cabo Verde)

“Cabo Verde é uma lição em África”

O economista Luis Artur Ribeiro Pereira, 50 anos, natural de Angola, é quadro dirigente da Galp Energia, à frente do grupo de intervenção cívica Porto Laranja, de matriz social democráta, também militante do PSD (Portugal) há 32 anos.

Luis Artur adianta alguns tópicos que deverá abordar durante a Conferência sobre "Liberdade de Expressão" e, segundo ele, "Cabo Verde é um País que está com a democracia estabilizada e que se aproxima do modelo europeu, possui um forte sentimento cultural e de liberdade. Isso ajuda a democracia".

"Vou defender duas ideias chaves nesta conferência, que a Comunicação Social deve ser o 4º Poder na intervenção das eleições, com isenção, e que seja livre. A Comunicação Social não deve tomar posição, deve apresentar o mesmo espaço a todos e permitir acesso à informação. O jornalista deve ter a liberdade de dizer o que pensa. A liberdade traz com ela a ética e cabe ao leitor decidir. E para uma democracia jovem, mas consolidada, como está a de Cabo Verde, acredito que isso é muito importante neste momento que antecede as eleições", destacou.

Outro assunto que será abordado por Pereira é sobre a violência moral e ética que os jornalistas podem enfrentar. "A melhor forma de a combater é afirmando a liberdade e a isenção. O jornalista deve resistir à manipulação. Jornalismo é liberdade, isenção, igualdade de oportunidade, ética e não manipulação ou influência", reflete.

De acordo com o economista, é possível compatibilizar a liberdade de expressão e o poder económico. "Cabem aos cidadãos e aos jornalistas combaterem a manipulação. É possível vender, contando aquilo que é a opinião crítica de cada um. Nomeadamente, estes fenómenos são importantes num período de eleição e um cidadão consegue reconhecer quando não há isenção. Compete ao jornalista saber os limites de onde está a expressar a sua opinião ou a manipular", destaca.

Outro fator importante, destacado por Luis Artur é sobre a diáspora cabo-verdiana, que, no seu entender, é atenta a outras culturas. "Os cabo-verdianos gostam muito da sua terra e cultura e estão sempre abertos e disponíveis para outras vivências. O que aprecio é a forma democrática como estão na vida. Cabo Verde é uma lição em África, um case of study", reforça.

Em contato com recentes pesquisas de Cabo Verde, o economista percebe a forte dinâmica de uma democracia jovem, mas com caráter adulto. "É importante para o País porque a política deve ser vista como uma arte nobre, a pensar nas pessoas. Sabemos que não é um País rico, mas tem apresentado um desenvolvimento económico importante e, exemplarmente, tem melhorado a qualidade de vida das pessoas, o que demonstra a boa forma como estão a nível de democracia", salienta.

Ainda na concepção de Pereira, a diáspora que possui dupla nacionalidade deve atuar e intervir na vida política de seu País acolhedor, sem se esquecer da sua vida política em Cabo Verde. "Quanto mais intervirem onde estão, mais poderão intervir em Cabo Verde. E uma falha que percebo é que os cabo-verdianos não têm uma intervenção política forte em Portugal. Eles devem ser candidatos às eleições, participar, e desta forma poderão atuar também no seu país", destaca.

Do ponto de vista de Pereira, programas de integração da diáspora não só de Cabo Verde, mas dos países falantes da Língua Portuguesa, deveria ser uma das prioridades da CPLP, por exemplo, no âmbito de um projeto lusófono. "E também na área do comércio, da indústria, da economia, do direito, da política externa e da política de imigração, comuns para todos os espaços lusófonos e que poderiam trazer bons resultados. Mas é preciso investir", diz.

"A Língua Portuguesa é um fator importante para o desenvolvimento nos países da CPLP. Acredito que na área da educação as instituições deveriam levar os conhecimentos a Cabo Verde porque o que acontece no momento é um processo inverso, ou seja, os estudantes é que saem para buscar conhecimentos. Os cursos de formação profissional são de extrema relevância, até mesmo para combater o desemprego", analisa.

No seu currículo, Luís Artur tem colaborado com rádios locais, programas e escreve artigos para jornais. Coordenou entre os trabalhos da Porto Laranja o livro "Reflexão Política - Porto D' Ideias", prefaciado por Luís Filipe Menezes, atual Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, e que reúne diversos textos numa coletânea de autores, ligados ao grupo. "Sempre gostei de Jornalismo, quando tinha 16 anos fundei o Jornal Mensagem Social Democrata", relembra.

No grupo Porto Laranja, formado há dois anos sob o lema "Liberdade acima de tudo", Luis Artur coordena jantares/debates mensais sobre diversos temas. "Gostamos do debate. Cada um é livre de defender as suas ideias", reforça. Inicialmente composto por militantes do PSD, hoje o grupo Porto Laranja reúne outros simpatizantes como membros.

Finalizando, Luís Artur Ribeiro Pereira destaca o mérito de ações que a ACNP vem realizando como forma de intervenção cívica e social. "Martinho é muito esforçado, gosta muito de Cabo Verde e da liberdade. É trabalhador, defende as suas ideias e tem representado e levado a comunidade cabo-verdiana em diversos espaços", disse.


OBS: texto escrito à luz do Acordo Ortográfico

22-5-2010, 13:48:11
MD, Expresso das Ilhas
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/index.php/pt/noticias/detail/id/17236

sexta-feira, 7 de maio de 2010

II Aniversário do Porto Laranja, com Luis Filipe Menezes. Dia 26 Maio, Hotel Tuela. Participe!


O Porto Laranja comemora o seu 2º aniversário.

Para festejar a data, convidamos Todos os Companheiros a participar num jantar / debate no próximo dia 26 de Maio (quarta-feira), pelas 20h, no Hotel Tuela – Porto.

O tema será “A Qualidade da nossa Democracia, o PSD e Portugal”. É convidado especial o Dr. Luis Filipe Menezes.

Contamos consigo. Participe!


Reservas para portolaranja@gmail.com , até 21 de Maio.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Porque apoio o José Pedro

Conheci-o nos primórdios da década de 80, quando integrámos a Comissão Política Distrital da JSD do Porto. Já na altura era bem visível a autoridade que de si emanava e reconhecida por todos, fossem-lhe ou não afectos, na JSD ou no Partido. A autoridade própria de quem sabe e acredita por onde vai e opta e acredita porque sabe. Desde então, foram quase 3 décadas de um percurso comum ou em paralelo, sempre irmanados por semelhantes concepções e forma de estar.
Falo e actuo por convicção e não por conveniência – uma frase que lhe ouvi várias vezes, reflectindo na perfeição o seu perfil enquanto político e enquanto pessoa e uma consistente recusa em se desviar de princípios basilares. Num mundo em que o “parecer” sobreleva o “ser”, uma tal postura é geralmente penalizadora e preterida a favor de outras mais demagógicas e que defendem o indefensável.
Isto fê-lo desde sempre rejeitar liminarmente atitudes e comportamentos de cariz populista, embora consciente de que esse seria o caminho mais fácil e eficaz. Razões de idealismo ou de simples racionalidade, levam-no a recusar o sempre efémero benefício imediato se este amanhã acarretar juros e obrigações para os seus filhos – e ele tem muitos! Ou seja, entre a próxima eleição e a próxima geração, ele escolherá, indubitavelmente, esta última.
Esta rigidez de princípios é uma constante na sua atitude e está presente mesmo nos actos mais simples. É hoje evidente que a sua candidatura foi penalizada pelo limite temporal que ele havia definido por defeito – não se pronunciar sobre questões partidárias antes da discussão do Orçamento de Estado – e pela antecipação oportunista de uma outra, denotando alguma batota à custa da transparência alheia. Ressalta aqui uma faceta da sua personalidade, cuja ausência é sempre (bem) criticada nos políticos, mas a existência nunca louvada: ser verdadeiro e cumprir com aquilo que se assume em todas as circunstâncias, recusando sempre o pecado e o pecadilho.
É óbvio que alguém consciente não toma a decisão de se candidatar a líder do PSD, que é sempre um potencial 1º ministro, em função da data de um debate parlamentar. No caso do José Pedro, ela foi maturada em anos de estudo e reflexão sobre o País e sobre o Partido, na busca das ferramentas mais adequadas para o exercício da liderança num contexto de crescente turbulência. Mas a sua hierarquia de valores jamais lhe permitiria sobrepor o timing do anúncio às suas responsabilidades enquanto líder parlamentar e àquilo que considerava ser o interesse nacional, a discussão do orçamento numa das piores conjunturas financeiras de sempre. Ainda que à custa de danos próprios.
A sua maturidade e sentido de responsabilidade veda-lhe prometer o paraíso na terra, os “amanhãs que cantam” ou todo aquele manancial de soluções tão “milagrosas” quão irrealistas em que é fértil a imaginação dos políticos demagogos. É culto q.b. para saber que a sociedade se move para além da política e apesar da política. As suas constantes referências aos self-made men que estiveram na origem do PSD, denotam que é portador do “código genético” do Partido, que está bem consciente do seu potencial de verdadeira “mudança” e “ruptura” e que a solução reside no melhor recurso de qualquer organização ou País, as pessoas. O papel de uma boa liderança consiste apenas em saber motivá-las e criar as condições para que libertem as suas energias criativas. A verdadeira inovação, o investimento (re)produtivo, o emprego, a criação de riqueza, surgirão naturalmente de forma espontânea e descentralizada. No fundo, a têmpera excepcional, hoje tão mitificada, de políticos como Sá Carneiro ou Cavaco Silva, residiu sobretudo na humildade de confiarem mais na sociedade civil do que em si próprios.
José Pedro Aguiar-Branco opta por esta senda, consciente que irá calcorrear o caminho mais arriscado para si, mas que melhores horizontes abrirá a todos. Tem a força tranquila da persistência e da determinação, atributos indispensáveis a um líder para inverter o sentido sempre erróneo das multidões. E fundamentais para gerar a confiança.
Conheço-o há muito tempo e confio. Por isso já optei. Convictamente.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Porque apoio José Pedro Aguiar Branco

Portugal, vive hoje tempos difíceis, marcados por um aumento da pobreza do País e dos cidadãos, por uma sociedade que atravessa uma crise económica, social e de valores, com um crescimento económico estruturalmente baixo, e a divergir da média europeia, um desemprego alto e uma dívida pública e externa, alarmantes, que afectam o presente e marcam desde já negativamente o futuro.

A economia portuguesa está numa encruzilhada, muito por responsabilidade da incompetência e das opções do governo socialista.

O PSD, tem que voltar a ser a esperança de Portugal. Os portugueses exigem respostas concretas e não meros exercícios de retórica, que permitam ao País voltar a ser governado, tendo em conta a melhoria de vida das pessoas.

Sem conservadorismos de uns, ou liberalismos de outros, o que é necessário é uma politica reformista, que retome a esperança, cultive a ambição, que inverta a situação de pobreza e mobilize Portugal, com um projecto nacional que na próxima década torne possível aproximar o nível de vida dos portugueses do nível médio de vida europeu.

O PSD tem que retornar aos seus valores fundacionais, interpretando a sua matriz personalista e humanista, que nos legou Francisco Sá Carneiro, mostrando-se sensível, liderando e promovendo na sociedade, as reformas, a livre criatividade e iniciativa, que traduzam as soluções para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses.

Ou seja, o País tem que mudar de vida.

As dificuldades são enormes, pelo que o futuro líder do PSD e próximo Primeiro Ministro de Portugal, terá que ser uma pessoa convicta nas opções, firme na acção, com sentido de Estado, dialogante, e que tenha em boa conta a concertação, pois só em cooperação com as forças sociais e em torno de reformas sustentadas para o País, será possível dar um novo rumo a Portugal.

Não tenho dúvidas, que José Pedro Aguiar Branco, pela sua maneira de ser, pela seriedade a que se impõe, pela vontade férrea que tem em resolver problemas, pela experiência política, pelo sentido de estado que demonstra, mas sobretudo pela capacidade de liderança, de enfrentar desafios e pela bondade das propostas que tem para Portugal, numa via reformista social democrata, é claramente entre os candidatos a líder do PSD, o melhor e que nos dá garantias de ganhar as eleições e mobilizar os portugueses, em torno de um projecto nacional, de forma a tornar Portugal mais justo, mais solidário e com o orgulho de um povo com quase novecentos anos de história.

Por tudo isto, apoio convictamente José Pedro Aguiar Branco, para próximo líder do PSD.

Luís Artur