terça-feira, 18 de agosto de 2009

Entregar o ouro ao bandido


Não me parece bem que a Câmara do Porto queira entregar o Bairro do Aleixo a uma empresa envolvida como suspeita nos escândalos de corrupção da Câmara de Lisboa.

Importar a corrupção da câmara da capital para a Invicta não é uma boa política.

Se a CMP quer demolir o Aleixo – e terá eventualmente legitimidade para o decidir – pois que o faça de uma forma clara e transparente. Realojando as famílias que lá vivem, o que nem é assim tão caro. Esta operação orçaria em cerca de sete milhões e meio de euros. São cerca de trezentas famílias, cujo realojamento ficaria em aproximadamente 25000 euros por família, através do recurso aos fundos do programa Prohabita, contratualizados pela Câmara em 2004. Sete milhões e meio de euros, em quatro anos, não representa nem um por cento do orçamento da Câmara. Pelo que poderiam bem fazer um jardim ou um parque naquele magnífico local fronteiro ao rio Douro.

Mas se, mesmo assim, pretendessem recuperar o capital, sempre poderiam fazê-lo da forma legal e séria, ou seja, promovendo uma hasta pública, com uma valor base de licitação de… sete milhões e meio de euros; a que todo e qualquer privado poderia ter acesso.

Entregar o ouro (terreno municipal junto ao rio) ao bandido é que não me parece bem.


Paulo Morais


13 de Agosto 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Referência do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa

"Livro Porto D'Ideias"

Agradeço ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, a sua referência, à publicação do Livro "Porto D'Ideias", na sua coluna semanal do jornal SOL.

"PORTO D’IDEIAS. Publicação do Porto Laranja, Grupo de Intervenção Política. Prefaciador, o ex-líder Luís Filipe Menezes. Animador, Luís Artur Ribeiro Pereira. Sinal do pluralismo inato do PSD. Mesmo que não se concorde com muitas das ideias."

Luis Artur

PSD, um Partido partido

Eis a cronologia última de um Partido, partido.

Maio de 2008. Pedro Passos Coelho concorreu à liderança do PPD/PSD contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes. Obteve, então, mais de 13.500 votos, aproximadamente 31% do resultado eleitoral (Manuela Ferreira Leite foi eleita lider com 37% dos votos, apenas mais 3.800 que Pedro Passos Coelho). O Partido ficou, pelo menos no entender da direcção eleita, mais por cento, menos por cento, partido em três.

Após eleições, Pedro Passos Coelho, bem, não desistiu dos valores e princípios que estiveram na base da sua candidatura. Manteve-se um militante activo e fez importante trabalho político. Lançou a Plataforma de Reflexão Estratégica “Construir Ideias” , especialmente orientada para o fomento da ciência política e o estudo do desenvolvimento das políticas públicas. Apresentou propostas nas áreas do desenvolvimento urbano, da competitividade, da Política Externa, da Qualificação, Inovação e Bem-Estar Social, da Segurança e da Justiça. Defendeu um Estado menos interventor na economia e uma maior valorização da participação da Sociedade Civil. Pedro Passos Coelho relançou o tão debilitado debate ideológico no seio do PSD. Em oposição à lógica interesseira e aparelhistica subjacente a um suposto Governo Central, fez-nos questionar porque somos Sociais Democratas e não somos Socialistas. E fez-nos acreditar, também ele, que vale a pena defender uma social democracia reformista, tolerante e liberal!

Enquanto isso, a direcção do PSD, eleita para pensar Portugal, preferiu antes empenhar-se em preparar uma estratégia que sustentasse a sua liderança interna, assente nos seus frágeis 37% de apoio. Numa atitude absolutamente populista, cedo nomeou Pedro Santana Lopes para candidato à Câmara de Lisboa. O mesmo Santana que não mereceu, por si, o voto de Manuela Ferreira Leite em 2005, que não servia para lider parlamentar na direcção anterior e que fora apelidado de populista e demagogo na campanha para as directas, revelava-se agora para Manuela Ferreira Leite e seus pares o melhor candidato para recuperar a Câmara de Lisboa. Um presente envenado? Talvez. Uma negociata? Concerteza! Manuela Ferreira Leite pensou calar assim um terço do Partido e, em certo modo, conseguiu. Mas faltava calar o outro terço, de que Pedro Passos Coelho era protagonista. Um problema mais delicado, pois Manuela sabia que nenhum lugar compraria a alma, os valores nem os princípios a Pedro Passos Coelho. Porque, ao contrário de Santana, Pedro Passos Coelho não é passado. É presente e é futuro.

Assim, sem negociata possível, a direcção do Partido tinha dois caminhos. Ou aceitava democraticamente as diferenças que distinguem Pedro Passos Coelho e, numa perpectiva aberta, tolerante e plural do Partido, convidava-o para lugar de destaque nas listas às legislativas de Setembro, ou, por outro lado, eliminava todo o palco potencial a Pedro Passos Coelho.

Julho de 2009. A Distrital de Vila Real, de onde Pedro Passos Coelho é natural, indicou o seu nome para cabeça de lista pelo Distrito às eleições legislativas. O nome de Pedro Passos Coelho foi aprovado por 80% dos seus membros. O próprio, bem, tinha já admitido que só seria candidato a deputado, se eleito pelo seu Distrito.

Agosto de 2009. A direcção do PSD entende encher as listas de candidatos a deputados com os nomes dos seus amigos. Todos os seus indefectíveis apoiantes lá têm lugar. Do marxista-leninista Pacheco Pereira, aos arguidos António Preto e Helena Lopes da Costa, passando pela ultra-conservadora (e apoiante de António Costa!) Maria José Nogueira Pinto, nenhum amigo é excepção. Estão todos lá, independentemente de terem ou não qualquer ligação ao Distrito por onde se candidatam. Prevalece o critério da “lealdade” para com a líder, um slogan que pegou moda no PSD e que vai servindo de mote para, aqui e ali, se nomear os amigos. Os melhores amigos!

Por outro lado, numa lógica verdadeiramente revanchista, a direcção do Partido excluiu das listas indicadas pelas Distritais todos os militantes que dela discordam ou, em algum tempo, discordaram. Segundo os pseudo-aristocratas que dirigem o Partido, Pedro Passos Coelho, por exemplo, não tem condições para ser deputado (apesar de mais de 13.500 militantes entenderam que o mesmo Pedro Passos Coelho seria o melhor líder do Partido e, em consequência, o melhor primeiro ministro de Portugal). Foi “uma decisão política”, sustentaram. Uma decisão política fundamentalista e anti-democrática, acrescento! Lamentando a decisão, Pedro Passos Coelho lembrou que “ser Presidente do PSD não é ser dono do PSD”. Uma apreciação, aliás, que merece a minha absoluta concordância, em qualquer tempo, lugar e circunstância!

Maio de 2010. Realizam-se novas eleições directas para a liderança do PPD/PSD.


Nota: Importa que se perceba que o que está em causa nunca é a presença ou ausência de qualquer militante em qualquer lista. O que está em causa são os critérios de inclusão ou exclusão. E estes, que no PSD se vão praticando, parecem-me perfeitamente errados. Pelo menos, num partido que se diz, e se quer, Democrata.


Luis Proença

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

“Unidade”

Portugal vive hoje uma crise económica e social profunda, com um governo desorientado e sem capacidade de resposta, para a resolução dos problemas do País e dos Portugueses.

Mas Portugal, sinal dos tempos, vive hoje uma situação bem mais grave, que é o evoluir de uma crise politica e do próprio sistema democrático, com uma desconfiança crescente dos portugueses em relação à política, aos partidos representativos e aos políticos em geral, como entre outros sinais, bem atesta, o nível de abstenção elevado e crescente.

Ao PSD, que tem como responsabilidade ser a única alternativa possível e credível para a governação, exige-se que seja exemplarmente democrático no seu interior, dando um exemplo ao País, de regeneração da vida política.

Infelizmente, não foi o que se passou na recente escolha, das listas de deputados e também no Porto, tudo o indica, falou mais alto, a voz do “aparelho” e a defesa de interesses pessoais. Por isso, sou cada vez mais favorável, a eleições primárias que devolvam às bases, a livre escolha dos seus representantes.

Excluir, da lista de deputados, entre outros, Pedro Passos Coelho, que perdeu as ultimas eleições para a liderança do PSD, por uma pequena margem, e que representa uma parte significativa das bases do partido, é uma atitude mesquinha, intolerante e um mau sinal para o eleitorado.

E pior de tudo, o critério, que “começa” a fazer escola no PSD, “ foram escolhidos os que dão mais garantias de apoio ao líder” e “uns dão mais que outros”. Como nós conhecemos bem este critério no Porto…

Numa altura, de crise grave, em que o País precisa do PSD unido e capaz de concretizar o que verdadeiramente interessa aos portugueses: medidas e políticas que sejam um sinal de esperança, de melhoria das condições de vida e de justiça social, era bem melhor que o critério fosse o da competência.

É bom que esta “escola de aparelho”, “de quem não é por mim é contra mim”, termine de vez, pois todos somos militantes do PSD e os nossos adversários, não estão no interior do partido.


E aqueles, que vêm agora reclamar unidade, deveriam saber que a união se constrói, gerando consensos entre todos. E por favor não confundam unidade com unicidade.

Por Portugal, mas também por um PSD, que acredito à imagem de Francisco Sá Carneiro, não daremos a outra face, mas contribuiremos para que em união seja possível recuperar a confiança dos Portugueses.

O dia seguinte já começou… espero que, e apesar de tudo, por Portugal e por uma governação reformista a pensar nos portugueses.

Luís Artur

As nossas listas

A Dra. Manuela Ferreira Leite fez as listas de candidatos a deputados à Assembleia da República. As suas listas são agora as listas do PSD, isto é as nossas listas.

Não concordo com a opção de deixar de fora o Pedro Passos Coelho, o Miguel Relvas ou o Feliciano Barreiras Duarte como também não concordei quando os nomes eram os do Pacheco Pereira ou o Duarte Lima.

Penso que o PSD precisa de todos aqueles que tem um curriculum de credibilidade para ganhar Portugal. Foi assim em 1987 e 1991. Crescemos. Sabendo abrir umas vezes mais à direita, outras mais à esquerda.

Esta é uma lição de pluralidade do PSD.

Um quadro de referências políticas apostando no reformismo da sociedade portuguesa com uma matriz de apoio à iniciativa privada, com preocupações sociais e uma forte vontade de mudança.

O último artigo de José Sócrates, no JN, revela uma pobreza de ideias cuja referência ao salazarismo evidencia o estado a que o PS chegou. Um deserto de ideias e um amontoado de palpites e subsídios.

Os próximos tempos vão obrigar a um PSD unido e coeso.
Um PSD que também tem de compreender que deve continuar unido e coeso a seguir às eleições.
Resta saber se todos estão para aí virados. Os que apoiam a Dra. Manuela Ferreira Leite e os outros.
Unidade não quer dizer unicidade. Coesão não implica disciplina.

Tenho pena que o Prof. Luis Lobo Fernandes tenha saído. É indiscutivelmente um valor da sociedade civil e da academia. É um homem livre e adepto do politicamente incorrecto.
O seu grito deve ser interpretado como um desabafo de muitos eleitores do PSD que não compreenderam a atitude da Dra. Manuela Ferreira Leite.

Eu também não compreendi, mas pelo menos procuro encontrar um critério: arguidos só os nossos.

António Tavares

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O apelo ao voto


Entendo que deve ser uma meta de todos os cidadãos, nomeadamente dos filiados em partidos politicos, apelar ao voto consciente de todos os portugueses. Claro que, nesse ambito, entendo que as juventudes partidárias tem um papel importante na sensibilização dos jovens para o exercicio de voto. Mais, até vou mais longe, afirmando que estas devem esclarecer os jovens quanto ao recenseamento eleitoral. Sem dúvida que a JSD cumpriu esse objectivo. No entanto, sou levada a criticar o flyer que apela ao voto... Será que não existem formas mais apelativas, mais construtivas, mais claras e concisas para este apelo? Questiono-me se todos os jovens vão perceber a referida mensagem. Assim sendo, seguindo principios democraticos, ilustro este texto com o respectivo flyer. Fico a espera das vossas opiniões... porque posso sempre ser eu que estou a ver mal.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um mote para a campanha nacional

A passagem da futura linha do TGV Porto-Vigo por Ponte de Lima, está a ser alvo de forte contestação por parte do PSD local, consciente do nulo benefício para o concelho de um enorme canal que o rasgará ao meio. Milhares de limianos ostentam este autocolante, numa analogia à contestação de outrora ao nuclear.
Hoje o potencial de danos ambientais, paisagisticos e sobretudo financeiros já não provém do nuclear, mas deste elefante branco que Sócrates quer à viva força importar.
Dado que o TGV será tema inevitável na campanha para as legislativas, porque não "nacionalizar" esta ideia?
TGV em Portugal? NÃO, obrigado!

sábado, 25 de julho de 2009

Duas Pequenas Propostas para o Programa do PSD no Porto

Com o aproximar dos actos eleitorais torne-se cada vez mais premente que os partidos/candidaturas apresentem as suas propostas. Igualmente, todos os cidadãos e, em particular, os militantes de cada um dos partidos devem também emitir sugestões/ideias sobre os tópicos que considerem mais importantes. No âmbito deste espírito apresenta-se, seguidamente, duas breves sugestões para o programa do PSD à Câmara Municipal do Porto (CMP).

O Dr. Rui Rio afirmou, recentemente, que uma das prioridades para o próximo mandato é a melhoria dos factores de competitividade da cidade do Porto. É algo de essencial para a cidade como também para a região Norte, sendo a região que mais tem perdido em relação a todo o resto de Portugal (por exemplo, a maior taxa de desemprego e o menor rendimento per capita). Um dos factores de competitividade é a capacidade de inovação, muito associado à qualidade de capital humano (ensino e formação). Ora, para se conseguir melhorar a excelência educativa e, simultaneamente, conseguir que os alunos aprendam e investiguem disciplinas científicas e tecnológicas, sugere-se a criação de prémios e concursos que premeiem a criatividade e a inovação. Actualmente já existem, por exemplo, prémios nacionais aos alunos com melhor desempenho no secundário. A CMP poderia criar concursos/prémios com os mais diferentes objectivos e aos mais diferentes níveis de ensino (básico, secundário e universitário).

A segunda sugestão também se dirige às escolas mas poderá ser utilizada como instrumento de reforço da coesão social, nomeadamente ao nível de bairros sociais. Consiste em CMP criar apoios para que alunos de determinadas escolas, ou jovens de determinados Bairros em colaboração com companhias de teatro, entidades cinematográficas ou a televisão, pudessem criar, implementar e apresentar pequenos projectos culturais. Isto permitiria que os jovens, funcionando como verdadeiros parceiros dos profissionais desses ramos (actores, músicos, cenógrafos, ou técnicos), pudessem ter contacto com realidades distantes do seu dia-a-dia, e assim, conseguissem tomar uma melhor decisão sobre o seu futuro profissional.

São apenas duas pequenas sugestões, não estando analisada a sua exequibilidade nem a forma ideal de implementar. Obviamente, que teriam que estar sujeitas à disponibilidade orçamental da CMP, o que na actual conjuntura não será fácil. Mas não obstante, aqui ficam as ideias.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Uma opinião sobre Porto d'Ideias

Porto d’ideias

Aproximam-se as férias. No entanto múltiplos vectores, que passeiam pela nossa sociedade de informação, como a crise ou a gripe A não me deixam escolher com veleidade o sitio ideal para relaxar e conviver com os amigos.
Convencida que é imperioso encontrar um destino, aproveito um domingo solarengo numa esplanada para realizar uma busca pelos diversos sites de viagens. Depois de muito procurar, eis que chego a algumas conclusões: não sairei do país e fugirei do Algarve.
Continuei a procurar por terras de Portugal e eis que encontro uma terra de nome São Martinho do Porto.
As fotos fascinam-me, os textos deliciam-me e não resisto a marcar lá a minha semana de descanso, praia e convívio.
Para quem desconhece, a baía de S. Martinho do Porto é o último vestígio de um antigo Golfo que até ao século XVI se estendia a Alfeizerão e que se abre ao Oceano através de uma barra, com cerca de 250 metros de largura, entre os morros de Santana, a Sul, e do Farol, a Norte. Na Avenida Marginal, centro cosmopolita da vila, multiplicam-se as esplanadas, lojas, bares e restaurantes quase todos especializados nos sabores do mar: a lagosta suada, a santola recheada, o lavagante, o robalo, as douradas e o linguado grelhado ou a sardinha assada.
A verdade é que a palavra Porto me "persegue" pois diariamente vive no meu trabalho, no meu domicilio, nas minhas obrigações, nos meus momentos de inspiração, em alturas de alegria ou tristeza e agora também nas minhas férias. A perseguição da palavra em questão, recordou-me o lançamento de um livro que fui na semana ulterior no emblemático café Majestic. O nome do livro é Porto d'Ideias e é escrito por um conjunto de tripeiros e tripeiras que constituem um grupo de índole politico da cidade invicta que se denomina Porto Laranja ( http://portolaranja.blogspot.com). Durante a apresentação apercebi-me que este livro nasce da necessidade de dar a conhecer as reflexões e as propostas que o grupo em questão debateu ao longo dos anos nos diversos jantares debate que organizou. O livro transforma-se num veiculo transmissor dos diversos intervenientes, reflexões, textos de opinião e documentos de políticas discutidas nos debates do Porto Laranja, como forma de um exercício de cidadania, de intervenção e de afirmação de valores e ideias. Apesar de os membros do grupo terem uma índole social-democrata, o grupo não é uma facção ou sensibilidade, mas sim sempre um espaço livre, de intervenção, reflexão e de afirmação de valores e ideias. O livro, tal como o blog já referido anteriormente, são formas privilegiadas de comunicação que estes encontraram, pelo que além dos textos que publicam, contam com a participação de todos os que lhes dão o prazer de os visitarem, e que contribuem com textos próprios, nomeadamente temáticos, com opiniões, reflexões, criticas e sugestões.
No fim da apresentação, tive oportunidade de falar com alguns dos seus membros e admito que fiquei fascinada com a hipótese de puder debater sem preconceitos, sem ataques, sem discriminação e no fundo conseguir exprimir o que para nós é a solução para o problema em debate.
Assim sendo sentada na esplanada e depois de ter encontrado o sitio para relaxar, posso desligar o notebook e deliciar-me com as intervenções que existem no livro em questão.
Aconselho a todos a dirigirem-se a livraria mais próxima e adquirir o livro em questão e pensar que vale a pena opinar.

Adriana Neves

quinta-feira, 23 de julho de 2009

PORTO D'IDEIAS



Decorreu no passado dia 20 de Julho (data em homenagem a Francisco Sá Carneiro que se fosse vivo faria no dia anterior 75 anos de idade) no Magestic, café histórico do centro do Porto, a apresentação do Livro “Porto d’Ideias”, da autoria do Grupo Porto Laranja.


Este livro consubstancia as reflexões e propostas que debatemos com diversos intervenientes, para o Porto, para a Região, para Portugal e também para o PSD. Um conjunto de textos de opinião e documentos de políticas discutidas no Porto Laranja são o nosso contributo de um exercício de cidadania, de intervenção e de afirmação de valores e ideias.


Junto se publica reportagem fotográfica, o prefácio, escrito por Luis Filipe Menezes, e o preâmbulo, breve resumo e apresentação do “Porto d’Ideias”.



















PREFÁCIO


Escrever o prefácio de um livro de propostas e reflexões oriundas do PSD é uma tarefa gratificante e perigosa. Gratificante porque sempre procurei na militância activa despojada de quaisquer objectivos pessoais dar o meu humilde contributo para que o PSD se tornasse numa referência do espectro político nacional – referência nas ideias e nas propostas.

Considero, por isso, este livro, uma importante iniciativa de "militância activa". Muitos outros, melhor do que eu, seriam mais capazes de escrever o prefácio mais adequado à oportunidade desta obra.

Registo com satisfação que este livro faça jus à memória do nosso fundador, Francisco Sá Carneiro. Recordo-me bem de uma sua célebre frase: "A política sem risco é uma chatice, sem ética uma vergonha". Procuro sempre tê-la como lema da minha actividade política. É, por isso, que foi com satisfação que acedi ao pedido do "Porto Laranja" para uma conferência sobre a actualidade política nacional e, claro, sobre o PSD.

Numa altura em que passamos por uma crise de proporções ainda desconhecidas, esta iniciativa é uma "pedrada no charco" da aridez e do cinzentismo em que está mergulhado o debate político nacional.

A recolha das intervenções proferidas nas tertúlias organizadas pelo "Porto Laranja" é, assim, um sinal positivo e de esperança. É um sinal de que no PSD ainda se dá valor ao pensamento livre e liberto de quaisquer condicionalismo.

Este "Porto d’Ideias" é, na sua génese, um documento à imagem do nosso fundador, Francisco Sá Carneiro. Sei como ele gostaria de saber que na sua cidade-natal, o seu e nosso PPD/PSD ainda faz agitar consciências, ainda se preocupa com o debate de ideias, ainda faz da divergência de opiniões um instrumento de combate político em busca de uma verdadeira social-democracia. Como sempre Sá Carneiro a pensou, a reflectiu e a praticou.

Ao meu companheiro Luís Artur, quero endereçar o meu agradecimento pelo convite que me fez não só para protagonizar uma das tertúlias do "Porto Laranja" mas, também, para escrever o prefácio a este livro.

Com militantes deste nível de disponibilidade e de amor ao partido, o futuro do PSD está garantido e recomenda-se.


Um abraço a todos,
Saudações social-democratas.

Luís Filipe Menezes




PREÂMBULO


No seguimento das eleições de Janeiro de 2008, para a secção do PSD do Porto, entendeu o conjunto de militantes que protagonizou esta candidatura, continuar com o projecto de discussão de ideias e propostas, dando assim corpo à constituição do “Porto Laranja” como forma de intervenção activa, quer no seio do PSD, quer na Sociedade Portuense em geral, como um contributo válido de participação e debate.

Entendemos o “Porto Laranja” como um espaço livre, de intervenção, reflexão e de afirmação de valores e ideias.

Passado um ano de intensa actividade, entendemos publicar o conjunto de reflexões e propostas que debatemos com diversos intervenientes e que extravasaram a própria militância do PSD. É também uma forma de exercício de cidadania, dando a conhecer aos cidadãos as reflexões e propostas para o Porto, para a Região, para Portugal e também para o PSD.

O reformismo social democrata tem que ter por base a crença no futuro do Homem e da sociedade, por isso nesta óptica profundamente humanista, devemos encontrar as soluções que garantam uma sociedade livre, um Estado moderno e uma economia de progresso, assente num modelo de crescimento económico e de justiça social e que alcancem a essência da dignidade humana e do equilíbrio justo da sociedade.

Publicamos todo o conjunto de reflexões e propostas que fizemos ao longo deste primeiro ano de existência do Porto Laranja, onde abordamos questões de natureza interna para o PSD, e que têm a ver com o contributo para a melhoria da qualidade da nossa democracia, a saber: o reforço da participação dos militantes, o devolver do poder às bases, através da decisão da escolha de candidatos em eleições primárias;

Propostas para o Porto para a Região e para Portugal, que assentam na necessidade de:
 Um Estado regionalizado;
 Políticas horizontais, que traduzam uma verdadeira reforma da Justiça, nomeadamente da Justiça económica e tributária, tornando-a mais célere e reequilibrando o peso da administração fiscal e do contribuinte;
 Um novo modelo económico, que reforce a competitividade das empresas, em oposição ao modelo tradicional de “baixos salários”, que faça das Exportações um desígnio nacional, de forma a ultrapassar os graves problemas estruturais da economia portuguesa: um crescimento do PIB praticamente inexistente, um deficit externo acentuado e um endividamento galopante;
 A necessidade de um novo modelo fiscal, simplificado e atractivo para o investimento;
 A diminuição da carga fiscal e a consequente diminuição da despesa pública primária;
 A atenção às políticas de emprego e o combate ao desemprego e à exclusão social;
 A reformulação do papel do Estado, num novo modelo de intervenção social, onde a economia de mercado não conduza a uma sociedade de mercado, mas em que o Estado assuma o papel de regulador e fiscalizador, promovendo a Justiça Social, onde a base do sistema deverá ser a solidariedade feita com base na proximidade no relacionamento e na responsabilidade pessoal.

Somos militantes do PSD, e entendemos que a Justiça Social é e deve ser um traço distintivo do nosso pensamento político.

Queremos, com estes contributos, ajudar o PSD a ser mais forte, começando por ser exemplarmente democrático e representativo dentro do seu interior, para que também o possa ser face ao seu exterior.

Os militantes têm de ter a certeza de que a sua intervenção tem sentido útil. Um partido dinâmico não pode estar “enquistado”, não podem ser sempre os “mesmos”. O valor da militância é insubstituível, num partido como o PSD, que só será autêntico com o reforço da participação, criatividade e iniciativa das bases.

Um espaço de liberdade, de democracia, de solidariedade e de Justiça, é o que continuaremos a defender.

Luís Artur

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Para mim, assunto encerrado.

Caro(a)s Amigo(a)s e Companheiro(a)s,


Naturalmente, não posso deixar de dar uma nota final minha sobre os tristes e vergonhosos acontecimentos que venho assistindo nos últimos dias, seguintes ao envio da carta que dirigi aos militantes do Núcleo de Paranhos do PPD/PSD.

Fui alvo, como todos se terão apercebido, de insultos, acusações e insinuações pessoais absolutamente lamentáveis, por alguns (poucos, muito poucos) militantes e por uma “multidão” de pseudónimos , no Blog Porto Laranja, no Blog Pensar Paranhos, e, mais grave, no Blog Oficial do Núcleo de Paranhos (ver comentários aos posts publicados).

O nível de tais intervenções foi de tal forma baixo e degradante, que não me ocorre resposta especial a nenhum de tais comentários, pois, obviamente, não os considero. Servem e servirão “apenas” para caracterizar a falta de qualidade de alguma “militância” que circunda junto destes meios de Poder.

Realço o facto do Presidente do Núcleo de Paranhos do PPD/PSD ter reprovado a forma cobarde como esses comentários foram proferidos, assumida em último comentário pelo seu “anónimo” autor.

Lamento ainda que no Blog Oficial do PSD Paranhos, uma “falha técnica” grave tenha apagado muitos comentários – curiosamente, todos os que repunham a Verdade, no meu entender. (os comentários eliminados: Desmontar a Farsa!, Valores da Social-Democracia, O silêncio perturbador do unanimismo, A "Liberdade" de me expressar, Nós, Paranhenses ... ).

Esclareço, para que não restem dúvidas, que nunca votei contra, nem me abstive, em qualquer proposta apresentada pelo PPD/PSD na Assembleia de Freguesia. Votei, aliás, sempre de acordo com uma disciplina de voto (não explicitamente imposta, diga-se) ao lado do Nosso Partido.

Mas mais tarde podemos e devemos, porque se trata de debate político, discutir o sentido das disciplinas de voto, dos deveres e obrigações dos militantes, do dever de “lealdade” política. Porque abomino o comunismo, defenderei, sempre, em contraponto, as liberdades, os direitos e as garantias dos militantes, um a um, numa perspectiva ideológica marcadamente tolerante e liberal, em que o “Eu” de cada um não seja nunca substituído, apagado ou ofuscado pelo “Nós”.

Finalizo, assumindo que, obviamente, votarei PPD/PSD no próximo ciclo eleitoral – Legislativas e Autárquicas. Porque, apesar de todas as diferenças que nos distinguem internamente, sei bem reconhecer que, ainda assim, o PPD/PSD, Nosso Partido, é e será sempre a melhor alternativa.


A Todos um Forte Abraço, Social E Democrata,

Luis Proença

segunda-feira, 20 de julho de 2009

DESMONTAR A FARSA!

Caros Companheiros,

É com grande indignação que assisto ao que se tem passado nestes últimos dias.

Um Companheiro nosso, Luis Proença, meu amigo, decidiu dar conta a todos os militantes do Núcleo de Paranhos da sua legítima discordância em relação aos motivos que levaram à sua não inclusão na lista à Assembleia de Freguesia. É uma indignação, aliás, que não é só sua, mas que prevalece em todos os que, pelos mesmos motivos – democráticas divergências de opinião – se sentem excluídos dessa mesma participação política.

De forma célere, Presidente e Vice-Presidente do Núcleo deram as suas opiniões, publicadas em comentários à Carta, no Blog Pensar Paranhos. No meu entender, opiniões menos elegantes, mas isso, é só o meu entender.

O pior estava mesmo para vir.

Um militante do Núcleo de Paranhos publicou 9 comentários no Blog Porto Laranja e outros tantos no Blog institucional do PSD/Paranhos, todos com nomes diferentes: 1 nome verdadeiro, seguido de 8 pseudónimos: Horta Ozório, António Ribeiro, Diogo Castro de Mendonça, Pinto Bastos, César Vahia de Bragança, Edemir Carvalho, Renato Carvalho Brito, Gomes Guilherme, Hugo Bessa Leite, Simão Sousa Martins. Sabemo-lo com certeza, através dos registos do seu IP (utilizou sempre o mesmo computador). Nenhum destes nomes consta, obviamente, de qualquer listagem de militantes do Partido, como facilmente se verifica. Utilizou portanto nomes falsos para caluniar e denegrir a imagem de outro Companheiro. Mentiu sobre um alegado voto contrário ao Partido que nunca existiu e mentiu sobre as suas injustificadas ausências na Assembleia de Freguesia que nunca existiram - toda a Assembleia de Freguesia, incluindo os Companheiros do executivo da Junta e os Companheiros da bancada do PSD podem comprovar (se quiserem, obviamente) a sua assídua, responsável e respeitosa actuação enquanto membro da Assembleia de Freguesia ao longo de todo o mandato.

Mas o tal militante do núcleo (custa-me sinceramente chamar-lhe Companheiro) caluniou, caluniou, caluniou até não poder mais. Encontramos mesmo onde, levianamente, foi buscar tais pseudónimos – num boletim da CMVM, disponível em http://www.cmvm.pt/NR/exeres/30BCDFF5-4B77-4269-886F-743A07579E11.htm encontram-se todos esses nomes, uns de apelido conjugado, outros não. A determinada altura, ter-se-á cansado desta fonte e inspirou-se antes no site da Consultora PriceWaterHouse - Bessa Leite e Sousa Martins são, respectivamente as moradas dos escritórios da PriceWaterHouse, no Porto e em Lisboa, informação disponível em http://www.pwc.com/extweb/aboutus.nsf/docid/7A244A93632728D18025710F005F3830 .

É, entendo, uma agressão pessoal que nada tem a ver com política. Por isso, entendo também, que deve ser denunciada não em Plenários nem junto de Comissões Políticas, mas sim junto dos órgãos próprios do Partido, competentes para resolver estas questões.

A mim, que sou um militante relativamente recente do nosso Partido, custa-me ver este tipo de agressão cobarde e gratuita acontecer. Imagino o que pensam sobre isto, todos os militantes que nos primórdios do Nosso Partido, de forma exemplar, lutaram contra os poderes absolutos e pela instauração da Democracia.

Uma nota final, a todos os que ordeiramente dirigem o Núcleo de Paranhos – não permitam que a imagem do Núcleo de Paranhos do PSD, se confunda com este tipo de comportamentos absolutamente inqualificáveis, porque as pessoas passam e as estruturas ficam, com as Histórias mais ou menos limpas, em função do que os seus responsáveis, ao seu tempo, fizerem por bem, ou por mal.

Cumprimentos social-democratas,

Daniel Fernandes

Resposta

Caros companheiros Sérgio Vieira e Pedro Sampaio,

Tendo lido os vossos comentários, em resposta a comentários meus inseridos na carta aberta aos militantes do núcleo de Paranhos, publicada pelo nosso companheiro Luís Proença, não posso deixar de tomar uma posição sobre os mesmos.

Não respondo ao companheiro Pedro Sampaio, dado o carácter insultuoso dos seus comentários, porque Carácter é algo que prezo, e tal impede-me de “descer” ao mesmo nível do insulto pessoal e da politiquice barata que não pratico.

Caro companheiro Sérgio Vieira,

Permite-me discordar, mas a letra da alínea f) do artigo 50º dos Estatutos do Partido Social Democrata, não deixa margem a dúvidas de interpretação, porque dar parecer sobre as listas de candidatura aos órgãos autárquicos, é dar parecer na sua plenitude, isto é, sobre as listas à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia. E dar parecer sobre as listas (candidaturas), implica o conhecimento dos nomes que integram as respectivas listas.

Ora acontece, que não foi este o parecer dado na Assembleia de Secção de Março, pois nem sequer eram conhecidas as respectivas listas.

E mesmo, que um documento aprovado em plenário, dando “determinados” poderes à Comissão Política de Secção, não pode “revogar” um preceito estatutário, que é inalienável e de cumprimento obrigatório por todos os militantes do PSD e obviamente por todos os órgãos eleitos.

Espero pois que sejam cumpridos os Estatutos do PSD, e que a Assembleia de Secção, pelos vistos a ser marcada para Setembro pf, tenha tal em consideração.

Provavelmente, com a vossa visão de “poder absoluto”, acharão que é uma maçada, discutir candidaturas num plenário, só que além de estatutário, é o único caminho transparente, democrático e que honra a história do PSD.

Caro companheiro Sérgio Vieira,

Tenho honra na minha militância activa de 33 anos, pelo que dispenso os comentários que são ofensivos da minha dignidade de militante, “ Isto não é o PS” “ não anda por aí nenhum Manuel Alegre”. Eu não gosto de insinuações.

Não quero dar lições de democracia a ninguém, mas também não as recebo, tendo orgulho no que fiz em toda a minha vida política, sem esperar o que quer que fosse em troca. Pertenço a uma geração que veio para a vida política por amor à causa, e tenho da política uma visão de serviço público ao cidadão. E é assim que continuarei a fazer política. Por isso dispenso a “politiquice” barata e dos interesses.

Lamento que o Presidente da Comissão Política de Secção, em ano de combates externos, não procure consensualmente posições, como penso que seria o seu dever, contribuindo para a união necessária do PSD do Porto, mas queira assumir um protagonismo de ostracismo, de quem pensa eventualmente diferente e daqueles que ousaram serem seus concorrentes numa eleição partidária.

Para mim os adversários políticos, não são, nem nunca serão os meus companheiros do PSD, mas sim os outros partidos políticos.

Por isso, e porque Portugal, o Porto e o PSD, são mais importantes, daremos quer o queiram, quer não, o nosso contributo nos próximos combates eleitorais.

Luís Artur

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Carta Aberta, dirigida a Todos os Militantes do Núcleo de Paranhos do PPD/PSD

Caro(a)s Amigo(a)s, Caros Companheiro(a)s,


Antes de mais bem hajam.

Leva-me a dirigir a todos os militantes do Núcleo de Paranhos do PPD/PSD a necessidade de os informar que, por exclusiva vontade da actual Comissão Política do Núcleo, não continuarei na Assembleia de Freguesia de Paranhos no próximo mandato autárquico.

Integrei durante os últimos 4 anos a bancada do PPD/PSD na Assembleia de Freguesia, julgo, com o respeito e a responsabilidade política que o lugar sempre me merece, em defesa de Paranhos, dos Paranhenses e do PPD/PSD.

Na passada semana, foi-me comunicado pelo Presidente da Comissão Política do Núcleo de Paranhos, o Dr. Pedro Sampaio, que “desta vez, o Núcleo de Paranhos não conta comigo” e que a minha não inclusão “se deve a divergências de opinião em relação à Câmara, à Junta, ao Núcleo e ao Partido”.

Nem tudo mentira, nem tudo verdade.

É importante que se saiba que o que esteve, de facto, na base da divergência da Comissão Política para comigo, foi, primeiro, eu ter apoiado o Dr. Luis Filipe Menezes nas eleições directas de Setembro de 2007 (a Comissão Política do Núcleo apoiou o Dr. Marques Mendes), e, depois, eu ter integrado a lista encabeçada pelo Dr. Luis Artur às eleições concelhias do PSD Porto (membros da Comissão Política faziam parte da lista encabeçada pelo Deputado Sérgio Vieira).

Julgo ainda importante saberem que tomei estas posições de forma individual e em livre consciência, como penso, aliás, que devem ser tomadas todas as posições políticas. Assim defendo a condição de militante livre, não sujeito às vontades e aos interesses das “estruturas” do Partido.

E a partir daqui, nada foi como dantes.
Por entender que a minha presença não era mais “oportuna” e por não estar disposto a mais condicionar a minha liberdade de opinião e expressão, demiti-me da Comissão Política. Para trás, com algum orgulho e sem qualquer arrependimento, deixei muito trabalho e esforço que, seguramente, contribuíram para o crescimento e para a dinamização do nosso Núcleo.

Não deixei, contudo, de ser um militante activo.
Participei em todos os plenários do Núcleo de Paranhos com a minha opinião, fomentei com vários militantes a criação e o desenvolvimento do interventivo Blog “Pensar Paranhos”, organizei duas visitas à freguesia (a última das quais acompanhada da Comissão Política e executivo da Junta) e participei como co-organizador em vários fóruns de debate político livre, no âmbito do Grupo “Porto Laranja”.

Porque pensei às vezes diferente, porque fiz propostas para a freguesia, porque deixei de ser um seguidor para passar a ser um interventor, sou excluído da lista à próxima Assembleia de Freguesia. Como outros, pelos mesmos motivos, o são.

Concluo, com lamento, que o PSD Paranhos não vai unido às eleições, excluindo do combate externo “aqueles” que internamente e no exercício livre e democrático, pensam por vezes de maneira diferente.

Este esclarecimento, porém, queiram acreditar, não se trata de uma resposta política carregada de quaisquer ressentimentos pessoais, mas antes, e acima de tudo, de um agradecimento especial a todos os que, partilhando dos mesmos valores de tolerância e liberdade individual que defendo, me têm demonstrado toda a solidariedade, pessoal e política.


Como alguém já o disse, também vos garanto, “andarei por aí”.


A todos Vós, um Forte Abraço,
Luis Proença


Paranhos, Porto, 16 de Julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

Apresentação do Livro "Porto d'Ideias"

Caro(a) Companheiro(a),

Vimos convidá-lo(a) a estar presente na sessão de apresentação do livro "Porto d'Ideias" no dia 20 de Julho (próxima Segunda Feira), pelas 19 horas, no "Majestic", café histórico do centro do Porto.

Este livro consubstancia as reflexões e propostas que debatemos com diversos intervenientes, para o Porto, para a Região, para Portugal e também para o PSD. Um conjunto de textos de opinião e documentos de políticas discutidas no Porto Laranja são o nosso contributo de um exercício de cidadania, de intervenção e de afirmação de valores e ideias.

O "Porto d'Ideias" tem prefácio do Dr. Luis Filipe Menezes.

Um abraço
Luis Artur